UNITA pede demissão do comandante da polícia e do ministro do Interior. Diz-se indignada com silêncio do presidente

A UNITA manifestou-se indignada nesta terça-feira(8), com o silêncio do Presidente da República diante da morte do médico Sílvio Andrade Dala, ocorrida há uma semana, em Luanda, em circunstâncias ainda não devidamente esclarecidas.

Luanda /
09 Set 2020 / 11:20 H.

O secretário-geral do maior partido da oposição angolana, Álvaro Chicuamanga disse à VOA que o mais alto mandatário do País “devia ter-se pronunciado nas primeiras horas da ocorrência para condenar o acto e manifestar solidariedade para com a família.

Chicuamanga desafiou o ministro do Interior e o comandante-geral da polícia a colocarem os seus cargos à disposição e condenou os excessos das forças da ordem.

Entretanto, o deputado independente da UNITA David Mendes, pediu um boicote ao uso da máscara de proteção facial no interior das viaturas pessoais, num acto que considera de “desobediência civil em protesto contra a morte do médico angolano”.

Solidário com a sugestão de David Mendes está o jurista e deputado do MPLA João Pinto João Pinto que descreveu o incidente como “triste e chocante”.

O ministro do Interior, Eugénio Laborinho, confirmou a instauração do inquérito e de um processo-crime que corre trâmites na Procuradoria Geral da República (PGR) para aferir o que terá ocorrido na esquadra, antes de o médico ter sido socorrido para o Hospital do Prenda.

Também a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, defendeu, em nota de condolências, que deve ser instaurado um processo-crime com vista a esclarecer as circunstâncias reais em que ocorreu a morte do médico, para responsabilização dos eventuais prevaricadores.