Tribunal Provincial de Luanda absolve taxistas

juíza disse que as provas eram insuficientes para condenar os acusados, pelo que, os mandou para casa em paz. Os absolvidos choraram de emoção, em sinal de satisfação pela absolvição.

Angola /
12 Jan 2022 / 10:47 H.

A juíza da causa, Josina Falcão, considerou haver insuficiência de provas nas acusações apresentadas ao Tribunal pelos efectivos da Polícia Nacional do Comando Municipal do Cazenga, onde o caso teve lugar. Josina Falcão disse que não pode condenar os acusados sem provas materiais.

As acusações constantes do Auto de Notícia da Polícia do Cazenga notam que, por volta das 10 horas de segunda-feira, os taxistas com pedras, paus e ferros, fecharam a via pública, na rua Ngola Kiluanji.

De acordo com a juíza, os efectivos da Polícia receberam informações de que os taxistas vandalizaram viaturas que ali circulavam, incluindo uma Land Cruiser ambulância, pertença do Centro de Saúde da Paz, tendo quebrado o vidro traseiro do carro. A informação terá sido dada pelo coordenador do centro, António Moniz, aos efectivos da corporação.

Ouvidos os 11 arguidos e os declarantes, o Tribunal deu como provado o facto de, na segunda-feira, o declarante Eliandro Serafim ter recebido uma comunicação do Comando Municipal da Polícia Nacional do Cazenga, sobre actos de vandalismo nos arredores do Imbondeiro da Manauto 7, local onde havia taxistas que, supostamente, estavam a retirar passageiros de viaturas de táxi, que não aderiram à greve, impedindo-os de trabalhar.

O taxista Laurindo Eduardo, 30 anos de idade, visivelmente emocionado, disse que sempre acreditou na imparcialidade da Justiça.

O presidente da Nova Aliança dos Taxistas de Angolano, ANATA, Francisco Paciente, considerou que foi feita Justiça, uma vez que não havia acusação de vandalismo associado aos taxistas, augurando que a Polícia trabalhe de forma imparcial, para evitar a prisão de pessoas sem culpa formada.