Técnicos angolanos terão estágios na Airbus

Um dia antes de rumarem para França, o Gabinete Geral do Programa Espacial Nacional (GGPEN) do Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação (MTTI) apresentou-os em conferência de imprensa.

Luanda /
02 Ago 2019 / 10:19 H.

Com idades compreendida entre os 26 a 27 anos, os profissionais que já foram submetidos há mais de três mil horas de treino, como aptos para operar satélites integrarão o Mestrado em Gestão e Engenharia de Projectos Aeroespaciais. Para complementar a formação, os especialistas: Marco Romero, Eldrige de Melo, Massala Nsungani, Hugo Mateus, Aldair Gonçalves e Bevânia Martins.

Os técnicos que já faziam parte dos quadros da GGPE, há quatro anos, serão também contemplados com estágios na Airbus, após a conclusão do Mestrado em tecnologia espacial em França, que terá início em Setrembro, com a duração de 18 meses, no Instituto Superior de Aeronáutica do Espaço (ISAE-SUPAERO), líder mundial do ensino superior do sector da engenharia espacial baseado na cidade de Toulouse, França.

no quadro do projecto Angosat do Estado angolano.

O director-geral do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional , Zolana João, asseverou que com esta formação, “os técnicos passam a ter um maior foco nos resultados dos serviços que estão a ser fornecidos pelos satélites, para benefício da população e a sociedade no geral”. Além de aprimorarem conhecimentos em satélites de observação, os quadros angolanos vão também poder ser formados em satélites de navegação e meteorologia, mas sempre na vertente de serviços (satélites) .

Estes estão inseridos no projecto de formação que vai permitir o desenvolvimento das aplicações dos diferentes tipos de satélites que hão-de ser lançados em orbita entre 2020/2021, como o Angosat 2 e posteriormente, o Angosat 3, todos em construção na Rússia.

O Angosat 3 vai ser um satélite com maior nível de tecnologia da África subsaariana que, na sua categoria, tem o maior nível de precisão no mundo, cuja aplicação abrange a cartografia, censo da população, resposta aos riscos naturais, segurança marítima, luta contra a piratearia, luta contra desflorestação ou agricultura entre outros.

Zolana João fez saber ainda, que durante os últimos cinco anos, o GGPEN adstrito ao Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação (MTTI) formou 60 especialistas, entre doutores, mestres e licenciados em vários países com destaque para Japão, França, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Índia.

Bevânia Martins, a única mulher do grupo, formou-se em engenharia Informática na Índia, e é especialista sénior para área de serviços de satélites e considera a missão em França, “um grande desafio tendo em conta os objectivos traçados pelo governo angolano com o lançamento dos dois satélites previstos”.

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