TCUL, MACON e Angoaustral resistem apesar das adversidades do mercado

A TCUL tem pouco menos de 90 autocarros, a MACON 60 e a Angoaustral perto mais de 40. A frota degrada-se permanentemente.

Luanda /
13 Jan 2020 / 11:40 H.

Com 25 carreiras ao nível urbano e interprovincial, a operadora estatal conta com 92 autocarros. A operar para as províncias do Zaire, Uíge, Cuanza-Norte, Huambo, CuanzaSul, Malanje, a TCUL está a construir uma base no planalto central (Huambo) para atender as províncias ao sul do País. “A TCUL está a fazer o esforço de expandir os seus serviços, fruto disto está a construir uma base no Huambo e em Viana”, revela o PCA interino da empresa estatal. Por sua vez, a MACON dispõe de 60 autocarros e seis serviços: urbano, de aluguer, interprovincial, cargas e encomendas e internacionais.

Critérios para exploração de autocarros

Para Concessão e Exploração de Serviço de Transporte, de novos autocarros entregues a Província de Luanda, no âmbito da Estratégia do Reforço e Reordenamento do Transporte Urbano Regular de Passageiros só serão admitidos concorrentes que reunirem os seguintes requisitos: As empresas devem estar sedeadas na Província de Luanda ou possuírem uma representação local; Estarem licenciadas para exercício da actividade de transporte rodoviário regular de passageiros, nos termos do DP nº 154/10, de 26 de Julho; Ser titular de 5 autocarros, devidamente licenciados para esta actividade; Não possuir nenhuma dívida pedente com o Ministério dos Transportes em relação a financiamentos anteriores de frota; Ter a sua situação tributária devidamente regularizada perante o Instituto Nacional de Segurança Social e Administração Geral Tributária; Demonstrar capacidade técnica e possuir uma base operacional habilitada para a realização das manutenções aos autocarros que compõem e venham a compor a sua frota, que deve durar até 9 de Janeiro de 2020. PR e a fluidez nos transportes públicos O Presidente da República, João Lourenço, exigiu aquando da tomada de posse do novo ministro dos transportes, soluções mais arrojadas para o transporte público urbano e interurbano, sobretudo nas grandes cidades, com particular destaque para Luanda. João Lourenço referiu, na altura, que as soluções encontradas até aqui ao nível do sector para debelar o défice nos transportes públicos se revelaram insuficientes e pouco eficazes.

O Chefe de Estado insistiu na necessidade de se encontrarem outras soluções que garantam maior rapidez e fluidez no transporte de passageiros, sugerindo que deve haver, também, transportes públicos com melhores condições de comodidade e que sirvam melhor o interesse público.

“Esses são os grandes desafios que vão encontrar. Sabemos que a demanda é sempre crescente e a população aumenta. Os problemas são resolvidos hoje, mas amanhã parece que se repetem”, ressaltou.