Suspensas ligações aéreas com Portugal e Brasil

As ligações aéreas de Angola para Portugal, Brasil e África do Sul, e vice-versa, ficam temporariamente suspensas a partir do próximo dia 24 de Janeiro, anunciou recentemente, em conferência de imprensa, o ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República.

Luanda /
15 Jan 2021 / 10:54 H.

Adão de Almeida, que falava à imprensa no quadro de um conjunto de medidas pontuais adoptadas pelo Executivo para conter a propagação da COVID-19 e manter o máximo controlo da situação epidemiológica em Angola, mencionou a existência de vários países que já declararam a circulação da nova variante do vírus, que tem uma propagação maior em relação à versão original.

Por este motivo, considerando que as vias aéreas constituem a principal fonte de circulação do vírus, Adão de Almeida afirmou ser entendimento do Executivo a adopção de algumas medidas, por esta via, e outras que existem para diminuir o máximo possível o potencial de contágio. "Depois de uma avaliação da situação epidemiológica nacional e dos indicadores que existem em alguns países, particularmente aqueles com ligação aérea directa com o nosso País, o Executivo acaba de adoptar a suspensão das ligações aéreas de passageiros para a República da África do Sul, Portugal e Brasil”, disse.

Adão de Almeida explicou que a dinâmica de voos para os três países vai sofrer alterações dentro de alguns dias, sendo posteriormente suspensos a partir da meia-noite do dia 24 de Janeiro de 2021. Trata-se de um período de pouco mais de uma semana para permitir que os cidadãos angolanos e estrangeiros que se encontram nesses países, estes últimos que residam e trabalhem em Angola possam regressar ao País. "Essa suspensão é temporária, mas ainda não está definido o período de duração. A ideia é que regularmente as instituições competentes façam a avaliação da situação e em função do resultado decidir-se-á sobre que as alterações devem ser feitas”, disse.

Por outro lado, contrariamente ao que vinha acontecendo, Adão de Almeida declarou que, à entrada ao País, passa a vigorar o teste obrigatório da COVID-19 pós-embarque como medida adicional. Em relação a outras ligações aéreas, Adão de Almeida afirmou que mantêm-se em funcionamento sem quaisquer alterações, ficando os passageiros e a tripulação sujeitos também ao teste obrigatório da Covid-19 pós-embarque."São um conjunto de medidas muito pontuais e que visam salvaguardar três objectivos principais fundamentais. Reduzir o potencial de importação das novas variantes do vírus SARS-COV-2 no País, introduzir dinâmicas de controlo mais rigorosas e permitir que os cidadãos angolanos que neste momento se encontram nos três países possam regressar ao território nacional.