Sonangol denuncia especuladores de gás

Nesta quinta-feira, em algumas zonas da capital a botija de 12 kg chegou a ser vendida a 4 mil Kz, contra os mil e 500 habituais.

Luanda /
03 Abr 2020 / 14:30 H.

A Sonangol denunciou, nesta quinta-feira, a existência de revendedores de gás de cozinha que estão a reter grande quantidade de botijas, para alimentar a especulação de preços.

Nos últimos dias, Luanda assiste a uma acentuada procura do produto junto dos revendedores, que praticam alta de preços por alegada escassez.

Nesta quinta-feira, em algumas zonas da capital a botija de 12 kg chegou a ser vendida a 4 mil Kz, contra os mil e 500 habituais.

O director de comunicação e imagem da petrolífera nacional, Dionisio Rocha, repudiou essa prática e disse haver gás de cozinha suficiente para alimentar o mercado nacional.

Conforme a fonte, a empresa aumentou a sua capacidade de oferta na ordem de 35%, quantidade considerada “acima do habitual”.

Neste momento, disse, a Sonangol está a distribuir entre 130 a 140 mil botijas/dia, para corresponder à demanda.

De acordo com a Sonangol, em Luanda, Benguela, Huíla e em outras regiões do País neste momento o cenário de distribuição de gás já é bem mais animador.

Diante da especulação de preços, a Sonangol está a trabalhar com os órgãos competentes do Estado, para punir todos os prevaricadores.

Essa acção permitiu a detenção de cinco agentes revenderores, em Luanda, já entregues às autoridades judiciais.

“Estamos mais atentos com esta situação”, declarou Dionísio Rocha, sustendo que continuam a trabalhar com os revendedores e órgãos de segurança para estabilizar o mercado.