SJA defende a observância da Constituição da República

O Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) defendeu, terça-feira, em Luanda, a observância, por parte de efectivos da Polícia Nacional, do princípio da liberdade de imprensa, plasmado na Constituição da República.

Luanda /
19 Nov 2020 / 14:20 H.

A posição foi manifestada pelo secretário-geral do SJA, Teixeira Cândido, durante uma conferência de imprensa, no quadro das ocorrências verificadas aquando das manifestações dos dias 24 de Outubro e 11 de Novembro, nas quais foram detidos alguns jornalistas.

O sindicalista, segundo à imprensa, repudiou a atitude da Polícia Nacional no decurso de tais actividades, com destaque para as províncias de Luanda e Cabinda, sublinhando que a mesma constitui uma violação ao princípio da liberdade de imprensa.

De acordo com o sindicalista, agentes do Serviço de Investigação Criminal (SIC) em Cabinda detiveram, no acto de dia 11, um jornalista da Rádio Ecclésia, e outro, em Luanda, correspondente da Reuters, foi agredido pela Polícia e viu o seu material de trabalho destruído.

Acrescentou que o primeiro não foi ouvido e nem houve explicações sobre as reais causas da sua detenção, enquanto ao segundo foi devolvido o material (máquina fotográfica), apenas a 14 do corrente mês.

Lamentou esses e outros actos ocorridos durante a tentativa de manifestação organizada por jovens activistas, alegadamente para reclamar melhores condições de vida.

Na ocasião, recordou a detenção de seis jornalistas, na manifestação de 24 de Outubro último, que, disse, se encontravam devidamente identificados a cobrir o acto, tendo sido alguns soltos, horas depois, e outros dois dias depois. Considerou graves tais actos.

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