Segurança entre fronteiras de Angola, RDC, Ruanda e Uganda analisada na cimeira de Luanda

Presidente angolano reúne com os seus homólogos para debater dossiês de defesa e segurança sobre as fronteiras dos quatro países.

Angola /
12 Jul 2019 / 15:02 H.

O Presidente João Lourenço começou na manhã de hoje a reunião da Cimeira Quadripartida de Chefes de Estado e de Governo de Angola, RDC, Ruanda e Uganda com um discurso menos formal.

Disse que a presente cimeira surge na sequência da realizada recentemente na cidade de N´sele, na RDC, cujo objectivo foi analisar a segurança nas fronteiras entre os quatro países.

Na reunião de N´sele, em Maio passado, em que participaram Angola, RDC e Ruanda, os chefes de Estado chegaram a conclusão da necessidade de um segundo encontro com a participação do Uganda.

Angola, Ruanda e RDC decidiram unir esforços, na reunião de Maio, para erradicar grupos armados congoleses e estrangeiros que actuam no país que acolheu o encontro, causando instabilidade política e insegurança na região.

Neste preciso momento, encontram-se reunidos, cá em Luanda, os presidentes João Lourenço, Félix Tshisekedi (RDC), Paul Kagame (Ruanda) e Yoweri Museveni (Uganda) e os respectivos ministros das Relações Exteriores.

Antes do início da presente reunião, João Lourenço explicou que a cimeira quadripartida tem como ponto único de trabalho informação sobre o Estado actual da segurança das fronteiras dos respectivos países e, de seguida, começou a reunião que decorre à porta fechada.

Aliás, foi na cimeira tripartida de N´sele que João Lourenço, Félix Tshisekedi e Paul Kagame, decidiram relançar a Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), por acreditarem que é plataforma ideal para a resolução de problemas de instabilidade política e militar que afectam a região.

Quanto a segurança nas fronteiras, recorda-se, particularizando Angola e RDC, que o Presidente Lourenço alertou em Fevereiro passado, aquando da visita de Félix Tshisekedi a Luanda, que não se pode descurar a segurança da extensa fronteira comum com mais de 2500 quilómetros, dando admitindo para um reforço de acordos nas áreas da segurança, ordem pública e no domínio migratório.