Reduzido número de efectivos impede acção operativa na região

Na províncias, há registo de vários crimes violentos, com realce para agressões sexuais, homicídios, crimes ambientais e tráfico de marfim e madeira

02 Mar 2020 / 11:45 H.

O número de efectivos da Polícia Nacional no Cuando Cuabango, não superior a 2000, compromete a cobertura operativa na província, que detém uma extensão de cerca de 200 mil quilómetros quadrados.

A constatação é do Ministro do Interior, Eugénio Laborinho, na sua deslocação àquela região, onde presidiu o acto central do 44º aniversário da Polícia Nacional, assinalado a 28 de Fevereiro. O director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do MININT, subcomissário Valdemar José, disse que, em função do actual quadro, o ministro prometeu, no âmbito da estratégia definida pelo Ministério do Interior, resolver os problemas principais, tais como falta de meios técnicos e do número reduzido de efectivos da corporação.

Valdemar José, que fazia um balanço da visita efectuada pelo ministro aos órgãos do MININT à província, salientou que Eugénio Laborinho manifestou agrado com a situação operativa no Cuando Cubango, uma vez que as cifras criminais não são elevadas, apesar de os poucos crimes que ocorrem serem considerados violentos. Entre os crimes violentos, disse, destacam-se os de agressões ou violações sexuais, homicídios, crimes ambientais, tráfico de marfim de elefantes e rinocerontes, bem como a exploração ilegal de madeira.

Durante a estada no Cuando Cubango, Eugénio Laborinho fez a entrega ao Serviço de Investigação Criminal (SIC) de meios rolantes e técnicos modernos para recolha de evidências no local do crime. Entre os meios, constam uma viatura para o transporte de detidos e outra para a remoção de cadáveres, assim como uma motorizada para facilitar a deslocação dos efectivos do SIC aos locais onde não é possível a circulação de veículos automóveis.