Proposta de naturopatas em análise

A proposta de combate e prevenção à COVID-19, através da medicina natural, de alguns naturopatas angolanos, já foi remetida ao departamento específico do Instituto Nacional de Investigação da Saúde (INIS), para se aferir a autenticidade e eficácia dos medicamentos naturais.

Luanda /
09 Set 2020 / 10:25 H.

A informação foi dada terça-feira, em Luanda, pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, durante a conferência de imprensa de actualização das medidas contidas no novo Decreto Presidencial sobre a prorrogação da Situação de Calamidade Pública em Angola.

Na ocasião, a titular da pasta da Saúde afirmou que os medicamentos da medicina natural ou convencional primeiro devem ser avaliados e certificados, para se aferir a sua eficácia. “Não devemos correr o risco que alguns países tiveram, publicitando medicamentos que não surtiram o efeito desejado”, apelou.

A propósito do assunto, o naturopata angolano José Nguepe manifestou recentemente, em entrevista a Angop, o interesse de colaborar com as autoridades sanitárias do País e prestar o seu contributo no combate à COVID-19, através da medicina natural, disponibilizando-se em fornecer medicamentos naturais para curar possíveis casos de COVID-19.

"Por exemplo, em Angola existe uma das plantas que combate todo o tipo de vírus em 20 dias. Pois é com essa planta que nos proposemos em preparar um composto específico para salvar a vida das pessoas que estão a ser assoladas pela COVID-19 no país", revelou.

Sublinhou que a planta existente somente em Angola e no Botswana, a nível do mundo, é denominada “Ipox” e que tem sido utilizada no composto para o tratamento das pessoas portadoras do HIV Sida.

Olhando para o quadro epidemiológico do País, José Nguepe alerta as autoridades sanitárias a “não ignorarem nem menosprezarem as plantas medicinais”, tendo em atenção que muitos países do mundo já estão a recorrer à medicina natural, para dar a possível resposta à COVID-19.

No país e no mundo, observou a porta-voz da Comissão Multissectorial de Prevençao e Combate à COVID-19, esta pandemia está-se a alastrando e as pessoas estão a morrer.

“Não iremos a tempo de fabricar medicamentos convencionais apropriados para salvar as vidas em risco, pois é necessário a conjugação de esforços entre os especialistas da medicina moderna e natural, visando dar uma solução urgente ao problema de saúde pública", alertou.