Propinas nas universidades públicas podem deixar de fora 12 mil estudantes

Estudantes universitários sentem-se traídos pelo Presidente angolano, que quer assinar um decreto para pôr fim ao sistema de ensino gratuito nas universidades públicas. É “um erro grave” cobrar propinas, dizem os jovens.

Angola /
15 Jan 2020 / 12:12 H.

O Governo de João Lourenço pretende cobrar uma “taxa de participação” nas universidades públicas angolanas, porque o Estado está sem condições para continuar a suportar exclusivamente todas as despesas nesta área de formação. A medida vai entrar em vigor num período em que muitos angolanos estão a perder os postos de trabalho.

Devido à situação financeira de muitas famílias, estudantes garantem que não têm condições para suportarem os estudos e que o Governo “está a cometer um erro grave ao cobrar propinas nas universidades públicas”.

Se o Governo avançar com a medida, Paulo Timóteo, que quer estudar Língua Portuguesa na Universidade Agostinho Neto (UAN), é um dos que não poderá prosseguir os estudos. “Ao implementar a cobrança de propinas, o próprio Governo já está a cometer crime. Não estou em condições de pagar as propinas porque não trabalho e com isso não consigo pagar os estudos”, explica.