Polícia denuncia novo "modus operandis" de contrabando de combustível

O recurso a reservatórios de até 200 litros adaptados em porta-bagagens de viaturas para a aquisição de grandes quantidades de combustível (gasolina e gasóleo) nas bombas é o novo método utilizado para o contrabando deste produto para a RDC, no município do Soyo, província do Zaire.

Luanda /
13 Out 2020 / 18:28 H.

A revelação foi feita hoje, terça-feira,(13), no Soyo, pelo director local do Serviço de Investigação Criminal (SIC), inspector-chefe Jorge das Dores Cuti, em declarações à imprensa, durante o balanço das actividades desenvolvidas nos últimos sete dias.

De acordo com o responsável, este novo “modus operandis”, desvendado pelas autoridades tem sido praticado com a conivência de funcionários das bombas de combustível, frisando que foram deflagradas e apreendidas, há dias, três viaturas com tanques adaptados que faziam a aquisição do produto.

“Apreendemos três viaturas, com tanques pré-fabricados cheios de gasolina que tinha como destino final à República Democrática do Congo (RDC) para a revenda no mercado negro”, sublinhou.

O director do SIC concluiu que, com estes métodos, os contrabandistas conseguem armazenar quantidades consideráveis de combustível em locais clandestinos, para posterior envio para a RDC por vias ilegais.

Referiu que, o reforço da fiscalização por parte das autoridades da ordem, que decretaram nos últimos dias cerco sobre este negócio ilícito, fez com que os envolvidos ensaiassem novas formas para ludibriar as forças.

O município do Soyo delimita-se com o Mwanda, localidade da República Democrática do Congo (RDC), através de uma fronteira fluvial (rio Zaire).

Semanalmente, elevadas quantidades de combustível são apreendidas pela Polícia Nacional, na província do Zaire, por tentativas de contrabando para a RDC utilizando vias clandestinas (caminhos fiotes) existentes ao longo dos 310 quilómetros que separam esta região norte de Angola com o país vizinho.

Este negócio, considerado bastante lucrativo, envolve cidadãos nacionais e congoleses democráticos, muitos dos quais têm sido detidos e condenados.