Jogos Olímpicos e Paralímpicos adiados para 2021

Japão /
25 Mar 2020 / 10:04 H.

Adiar uma competição com a dimensão dos Jogos Olímpicos tem inevitáveis custos associados. Estima-se que o Japão tenha investido cerca de 11 mil milhões de euros desde que ganhou a votação em 2013 a Istambul e Madrid, mas há quem coloque esse investimento final acima dos 23 mil milhões.

A decisão foi anunciada terça-feira pelo Governo japonês após reunião com membros do Comité Olímpico Internacional (COI) e do Comité Paralímpico Internacional (IPC – sigla em inglês).

Ficou acordado que os dois eventos terão de acontecer até ao Verão de 2021, mantendo-se a designação “Tóquio 2020”. A chama olímpica (depois passaria para chama paralímpica) vai continuar a arder em território japonês até a concretização dos eventos.

Os Jogos Olímpicos já tinham sido adiados por três vezes por conflito militar, sendo que agora o motivo é uma pandemia devido à expansão global do novo coronavírus.

Berlim deveria ter recebido os jogos em 1916, mas estes foram cancelados por causa da I Guerra Mundial - a cidade alemã acabaria por ser a sede em 1936.

Tóquio deveria ter acolhido os Jogos de Verão em 1940, mas o Japão abdicou ainda antes do início da II Guerra Mundial – seria depois atribuído a Helsínquia, mas sem se concretizar.

A edição de 1944 estava agendada para Londres, sendo a capital inglesa a sede dos primeiros jogos no pós-guerra, em 1948. Helsínquia recebeu a prova de 1952 e Tóquio a de 1964.

Prejuízos:

Adiar uma competição com a dimensão dos Jogos Olímpicos tem inevitáveis custos associados. Estima-se que o Japão já tenha investido cerca de 11 mil milhões de euros desde que ganhou a votação em 2013 a Istambul e Madrid, mas há quem coloque esse investimento final acima dos 23 mil milhões.

O adiamento coloca em suspenso todas as fontes de receita que os jogos podem gerar, como a bilheteira (já estavam vendidos 4,8 milhões de bilhetes, de um total de 7,8 milhões), as transmissões televisivas e os patrocínios oficiais, já para não falar da perda da própria economia japonesa.

As televisões que compraram os direitos televisivos já negociaram o espaço de publicidade para as horas de transmissão e os anunciantes, por seu lado, já puseram em andamento as respectivas campanhas.

Trata-se de números difíceis de calcular em termos globais, mas dá para saber, por exemplo, que a norte-americana NBC pagou 7,74 mil milhões de dólares pelos direitos dos Jogos (de Verão e de Inverno) até 2032.

Angola estaria nos jogos com o andebol (feminino), natação, vela, atletismo e canoagem. O basquetebol e o judo dependem ainda de provas de qualificação.