Joaquim Santos defende criação de infraestruturas desportivas

“Todos juntos, como equipa, todos a nadar como um só, vamos promover a mudança de paradigma na gestão deste desporto apaixonante”, diz o candidato da lista B à presidência da Federação Angolana de Natação (FAN).

Luanda /
20 Out 2020 / 13:58 H.

A criação de infraestruturas para a expansão da natação nas restantes províncias do País, dando maior visibilidade à modalidade é uma das linhas de forças constantes do Plano de Acção do candidato, Joaquim Santos, para quem é chegada a hora de tirar a modalidade desportiva da letargia em que se encontra com a realização de acções concretas para o seu crescimento.

Assim sendo, além das infraestruturas, o candidato da lista B para o próximo ciclo olímpico sublinha que urge, com vista a massificação da modalidade, desenvolver equipas multidisciplinares (treinadores, preparadores físicos, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas entre outros) a fim de fazer o acompanhamento dos atletas e dos clubes.

Sob o lema “Novo Rumo para a natação 2020/24, este desiderato só será alcançado com a criação, a nível provincial ou regional, de associações comprometidas com o desenvolvimento da modalidade, tendo em vista o aumento do número de filiados.

Em entrevista ao Vanguarda, Joaquim Santos defendeu, igualmente, a criação de festivais trimestrais de natação para as restantes províncias, por forma a atrair o maior número de jovens à natação e descentralização da prática federada da natação.

Como frisa, no que concerne a ao ensino, Joaquim Santos nota que um dos objectivos do seu pelouro, caso vença as eleições previstas para o próximo dia 24 do corrente, passa por apresentar conteúdos de natação nas escolas e universidades, para que os futuros professores de educação física tenham mais conhecimentos da modalidade, com vista a massificação do desporto escolar.

No seu Plano de Acção consta igualmente a criação de estrutura com requisitos para que possam ser seleccionados um grande número de nadadores das restantes províncias do País e apoiá-los para as deslocações e competições em Luanda, com o objectivo de aumentar o número atletas federados por competição.

“Pretendemos, ainda, pesquisar programas de direcção desportiva para uma gestão mais assertiva e transparente para com os filiados individuais e colectivos”, disse considerando desenvolver uma gestão inclusiva e transparente com as melhores práticas de governação.

Pretende também implementar um programa de gestão de competições com intuito de divulgar os resultados oficiais em tempo real, “por uma maior fiabilidade e transparência”.

Para Joaquim Santos, caso vença as eleições, será também dada particular atenção na criação e implementação de protocolos com o Centro de Medicina do Desporto (CMD), clínicas de fisioterapia, associação de nutricionistas de Angola e clínicas com especialidade de psicologia clínica para atendimento dos atletas.

A criação de bolsas, de estudo de acordo com o plano de carreira de cada nadador e o desenvolvimento de um Plano de Comunicação Estratégico para dar maior visibilidade à modalidade, faz parte das linhas de força do elenco liderado por Joaquim Santos, que promete gerir de forma optimizada os recursos colocados à sua disposição e angariar novos patrocínios.

Esta quinta-feira, por exemplo, o elenco de Joaquim Santos manteve uma reunião de auscultação com o corpo directivo do Clube Náutico da Ilha de Luanda, acção que prossegue com os demais actores da modalidade no País.

Numa lista de 25 elementos, fazem parte do corpo directivo, além do presidente, os vice-presidentes Kimbungu Kiambata e Elsa Freire. Tem como secretária geral, Andreia Gonçalves. Alda Lara, Winy Morais e Kátia Lopes são vogais de direcção.

O pleito eleitoral acontece no próximo dia 24 e além de Joaquim Santos vai também às urnas a candidata da lista A, Ana Lima. V