Mulheres do sector petrolífero lançam plataforma para mais equidade

Segundo a administradora executiva da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Natacha Massano, das seis mil profissionais, apenas 9% ocupa cargo de chefia.

Luanda /
24 Nov 2022 / 09:51 H.

Uma plataforma de intercâmbio e entreajuda, denominada “Muhatu Energy Angola (MEA), foi lançada quarta-feira (23), em Luanda, com vista à promoção da igualdade do género no sector petrolífero.

A iniciativa das mulheres da indústria petrolífera, em parceria com o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIRAMPET), surge numa altura em que cerca de 15% (seis mil mulheres) da força de trabalho do sector é feminina, num universo de aproximadamente 40 mil profissionais.

Segundo a administradora executiva da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Natacha Massano, das seis mil profissionais, 9% ocupa cargo de chefia.

Em declarações à imprensa, a responsável considerou ainda ser muito reduzida a força de trabalho feminina neste sector, pelo que encoraja as demais mulheres interessadas a ingressar na indústria petrolífera para que o contributo deste género seja mais visível e fundamental na tomada de decisão.

Perante esse cenário, influenciado por razões culturais e preconceitos, a vice-presidente de Empresas Autóctones para a Indústria Petrolífera de Angola (ASSEA), Berta Issa, referiu que a criação da MEA irá permitir encurtar a diferença entre a força de trabalho masculina e feminina no sector.

Na ocasião, a ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU), Ana Paula do Sacramento Neto, enalteceu o surgimento da MEA por ser uma rede que contribuirá para o aumento da equidade no País, permitindo que mais mulheres disputem cargos de tomada de decisão de forma igualitária.

Recordou que o Executivo tem implementado a política de igualdade de género que vigora no País, visando dar mais oportunidades às mulheres e equilibrar a actual disparidade existente no País.

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, defendeu a necessidade de se alargar a formação técnico-profissional de mais mulheres neste sector, para que se concretize a igualdade de género na indústria petrolífera.

O acto do lançamento da Muhatu Energy Angola contou com a presença da presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira, deputadas e gestores das empresas petrolíferas.

Com o lema “Um futuro inclusivo com equidade”, a Muhatu, que na língua nacional Kimbundo significa mulher, é uma organização sem fins lucrativos com objectivo de capacitar, empoderar e impulsionar as mulheres do sector petrolífero e outras que pretendem ingressar nesta indústria.