Longas filas por um atestado na administração do Huambo

As primeiras horas da manhã de ontem, segunda-feira, na administração do Huambo, foram marcadas por um aglomerado de jovens a solicitar a emissão do Atestado de Residência para o acesso ao concurso público, como auxiliar de limpeza, no Ministério da Educação.

12 Jan 2021 / 12:50 H.

Num cenário de desordem, em que as regras de biossegurança foram completamente ignoradas, centenas de jovens tiveram de suportar longas filas para, no mínimo, proceder à entrega do Bilhete de Identidade para emissão do Atestado de Residência, uma situação considerada de “falta de coordenação” entre o Ministério e as Administrações Municipais.

“O sensato seria, neste processo, em função da pandemia da COVID-19, primeiro as pessoas fazerem as inscrições e, depois de apuradas, procederem à entrega de outros documentos, como os atestados de residência e médico”, disse Francisco Guerra, de 21 anos, estudante da nona classe, que procura pelo primeiro emprego.

“Assim não está nada bom! Ninguém quer respeitar o distanciamento físico. Todos querem ser atendidos ao mesmo tempo”, acrescentou o jovem, sem, no entanto, deixar de enaltecer a “abertura do Executivo ao lançamento deste concurso para colocar mais pessoas a trabalhar”, num período em que se regista o encerramento de muitas empresas e aumenta o desemprego, devido à COVID-19.

Mário Kalitangui, outro jovem ouvido pelo Jornal de Angola, disse que “as culpas pelas aglomerações” não devem ser atribuídas aos utentes, mas, sim, à área de atendimento dos pedidos de atestados de residência, da administração do Huambo, que “deve procurar ser mais eficiente” em dar resposta às solicitações.

“A Administração, após o anúncio do concurso público, devia já ensaiar um sistema para prevenir estas situações, de enchentes e desordem, de forma a que o atendimento decorresse com normalidade”, obedecendo sempre as medidas de prevenção contra a COVID-19.