FLEC-FAC apela à mediação internacional em Cabinda

Novos confrontos entre as Forças de Libertação do Estado de Cabinda e as Forças Armadas Angolanas (FAA) resultaram na morte de 11 pessoas. O movimento independentista avisa que o conflito militar está a ameaçar a segurança dos países vizinhos e apela à mediação internacional.

23 Jun 2020 / 11:29 H.

O porta-voz do Estado-Maior-General das FAC, António do Rosário Luciano, relata que os últimos confrontos entre as forças cabindenses e as FAA foram registados nos dias 19 e 20 de Junho em Mbata-Mbengi, uma aldeia fronteiriça da RDCongo.

No comunicado pode ler-se que 11 pessoas perderam a vida, dos quais seis civis que terão sido abatidos por soldados angolanos por suspeita de apoiarem o movimento independente, quatro militares angolanos e um da FLEC-FAC. Há ainda seis pessoas que ficaram feridas nos confrontos.

A FLEC-FAC acusa as FAA de terem intensificado as operações militares em Cabinda, numa altura em que os separatistas lutam contra a pandemia da COVID-19 e decretaram cessar-fogo unilateral, respondendo ao apelo lançado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres.

O movimento independentista avisa, ainda, que pelo facto de o conflito militar ameaçar a segurança dos países vizinho apela à mediação da Conferência Internacional dos Grandes Lagos, da SADC e dos governos dos dois congos para que se possa encontrar uma solução pacífica para o conflito militar entre Angola e o enclave de Cabinda.

No início do mês de Junho, a FLEC-FAC reivindicou a morte de 13 militares das Forças Armadas Angolanas em confrontos na província de Cabinda, o governador de Cabinda negou as mortes e falou em “pura mentira para aldrabar a comunidade internacional”.

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