Dois mil e quinhentos angolanos suicidaram-se nos últimos cinco anos

É dado assente que o suicídio ocorre mais no género masculino, numa faixa activa, adolescentes, jovens e adultos, dos 15, 45 ou 50 anos”, diz a coordenadora Nacional do Programa de Saúde Mental e Abuso de Substâncias, Massoxi Vigário, alertando que isso não significa que a “janela do suicídio” esteja fechada para crianças e idosos.

Luanda /
13 Set 2019 / 09:24 H.

Sem avançar números, Massoxi Vigário aponta as províncias de Luanda e da Huíla com mais casos de suicídios no País. “Até o ano passado, ou seja, as províncias com mais suicídios nos últimos cinco anos são Luanda e a Huíla”, afirmou.

A responsável falava esta semana, em Luanda, por ocasião do 10 de Setembro, Dia Mundial de Prevenção de Suicídio, aproveitada pelo Ministério da Saúde, através do Programa de Saúde Mental e Abuso de Substâncias, em parceria com a direcção Nacional da Acção Social e Escolar do Ministério da Educação e a OMS para o lançamento da campanha “Roda de conversa andante” sobre a problemática do suicídio em Angola, denominada “Vamos Prevenir o Suicídio”.

A “Roda de conversa andante” será realizada em várias escolas de Luanda semanalmente e em todas as províncias do País até ao mês de Outubro próximo.

Massoxi Vigário adiantou que os dados de suicídios no País estão em baixa por falta de departamentos de medicina legal. “Se pensarmos que nem todas as províncias têm departamentos de medicina legal, os serviços não têm nem cobertura regional, quer dizer que temos um número por baixo.

Quantas destas pessoas, inclusive, vão aos serviços de saúde e não damos conta dos sinais de alerta. Por exemplo, alguém vai ao hospital e queixa-se de muita dor de estômago, mas não vai dizer que ingeriu medicamentos para tentar o suicídio, e,logo, é tratado daquela dor e não de alguém que precisa de uma atenção diferenciada”, exemplificou.

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