SINPROF quer melhores condições nas escolas públicas

O presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF), Guilherme Silva, defendeu, segunda-feira, no Lubango, a melhoria das condições de biossegurança nas escolas, tendo em vista o reinicio das aulas nas classes de transição do ensino primário a partir do dia 10 de Fevereiro.

13 Jan 2021 / 10:46 H.

Falando no final da visita de um dia a Huíla, Guilherme Silva afirmou que em algumas escolas foram instalados equipamentos paliativos que, na sua óptica, não são sustentáveis ao fornecimento de água, nem dispõe de sabão e outros detergentes com regularidade.

Lembrou que a desinfecção das salas de aulas deve ser feita sempre que haja mudança de turno. “Até aqui as condições são aquelas que conhecemos em todas escolas públicas”, disse, sublinhando que “não há condições de biossegurança, tal como determina o Decreto Presidencial do Estado da Situação de Calamidade”, referiu.

“Em termos reais, salientou, não existem condições de biossegurança na maioria das escolas do país, porque não são orçamentadas”, insistiu. “Nós não defendemos que as crianças continuem em casa. Aliás, há um propósito que as crianças têm: frequentarem, no próximo ano, a classe seguinte, mas é preciso que haja condições de biossegurança ”, referiu.

O presidente do SINPROF frisou que na Huíla existem professores que moram na cidade do Lubango e leccionam em zonas recônditas. “Alguns professores estão a ser rejeitados pelos pais e encarregados de educação, dizendo que vêm do epicentro da pandemia, que é o Lubango e podem contaminar os nossos filhos”. Guilherme Silva defendeu a massificação da testagem dos professores à Covid-19 para gerar mais segurança às comunidades. “É preciso massificar os testes, porque o contrário, o receio continuará”, defendeu.