Contratos futuros dinamizam compra e venda dos produtos

Os contratos de compras futuras, mecanismo avançado de implementação de uma Bolsa de Mercadorias do Campo no País, vão garantir aos camponeses e empresários produção capaz de atender a procura do mercado, de que se espera um alívio aos actuais constrangimentos que a cadeia produtiva e a de distribuição ainda enfrenta

Luanda /
18 Nov 2020 / 13:35 H.

Até ao momento, foram registados na plataforma criada para o efeito 706 contratos e caminha-se, a toda velocidade, para a marca dos 1.000 acordos previstos para este ano. Até 2022, os promotores da iniciativa prevêem atingir a marca de 10 mil contratos assinados.

No habitual briefing com jornalistas, ontem, na sala de conferências do Ministério da Economia e Planeamento, em Luanda, o secretário de Estado para a Economia apresentou o balanço das actividades dos últimos sete dias.

Mário Caetano João disse que o processo de inserção dos contratos na plataforma electrónica para a compra futura está a ser feito através das direcções nacionais do Comércio Externo, Indústria, Agricultura, Pescas, Serviços Veterinários e os Gabinetes Provinciais para o Desenvolvimento Económico Integrado (GPDEI).

Segundo fez saber, o processo decorre no quadro da nova dinâmica do mecanismo de fiscalização e controlo do cumprimento do Decreto Presidencial 23/19, relativo ao acesso ao mercado interno.

Participantes

Mário Caetano João esclareceu que os contratos em causa referem-se aos acordos entre os produtores e operadores de comércio e distribuição, incluindo importadores, superfícies comerciais, dentre outros.

Relativamente a este indicador, segundo o secretário de Estado, há ainda registos provenientes das direcções nacionais do Comércio Externo (303), Indústria (27), Agricultura e Pecuária (23), Bens de Consumo de Origem Nacional/OCD financiados pelo BDA (199) e os sem financiamento pelo BDA (154).

Mário Caetano João realçou também sobre o início da revisão dos dados inseridos no Portal de Produção Nacional (PPN), cuja conclusão mostrou que as províncias devem trabalhar na actualização dos 2.710 produtores registados, porém sem produtos associados.

O PPN conta, actualmente, com 4.585 produtores, mais 27 do que na semana passada. Com efeito, enquanto o trabalho de reverificação dos registos estiverem a decorrer, passa-se, doravante, a registar somente produtores com produtos associados, para permitir-se uma melhor consulta do lado da procura.

Em termos de base por províncias, os registos alinham os seguintes dados : Huíla (1.128) , Luanda (466), Bié (451), Lunda-Sul (409), Cunene (367), Cuanza-Norte (259), Benguela (202), Bengo (172), Uíge (161), Malanje (156), Zaire (146), Cuanza-Sul (128), Lunda-Norte (125), Huambo (124), Namibe (114), Cuando Cubango (62), Cabinda (59) e Moxico.