Combate à seca requer estudos científicos, dizem especialistas

A inexistência de produção científica sobre a seca no sul de Angola é apontada por investigadores sociais como a causa do seu longo período de permanência e dos consequentes desastres que prejudicam a população.

Angola /
02 Dez 2019 / 10:32 H.

As províncias do Cuando Cubango, Huíla e Cunene têm sido fustigadas por longos períodos de estiagem. Nos últimos 4 anos a situação agudizou-se deixando milhares de famílias em situação de calamidade. Muitas pessoas foram forçadas a emigrar para províncias vizinhas e Namíbia.

Nos Gambos, na província da Huíla, dezenas de pessoas morrem de fome e quem resiste socorre-se de frutos silvestres. Partilhar o bebedouro de água com o gado tornou-se uma situação normal neste canto de Angola.

Nos cálculos sobre os danos causados, no Cunene, o gado também tem sido afectado.

Críticos dizem que isto acontece sob o olhar impávido das autoridades, que apenas procuram medidas paliativas.

Preocupados com esta situação, os académicos entendem que o problema não pode ser visto apenas como sendo de âmbito político e social.

O Pesquisador Social, Nuno Dala, pensa que a resolução científica dos problemas sociais permitirá conhecer as suas causas.