Cidade da China já investiu 200 milhões USD em Angola e reorganiza espaço comercial

Vários comerciantes encerraram lojas na Cidade da China devido ao impacto económico da COVID-19, mas outros 30 deverão instalar-se em breve no complexo comercial de Luanda, onde já foram investidos 200 milhões de dólares, segundo o presidente, Jack Huang.

Luanda /
31 Jul 2020 / 11:33 H.

Em entrevista à Lusa, o empresário chinês, que lidera um grupo de privados com negócios em vários países africanos, admitiu que a pandemia tem trazido quebras, ainda por contabilizar, e falou sobre a reorganização em curso numa altura em que o mega-centro comercial se expande para a terceira fase.

Jack Huang, que tem investimentos em países como África do Sul, Namíbia e Botsuana, decidiu apostar em Angola “porque não havia aqui uma Cidade da China”.

A facturação da Cidade da China é proveniente do arrendamento dos lojistas e a COVID-19, com o abrandamento da actividade decorrente da situação de calamidade em que Angola se encontra, depois de um período de estado de emergência, trouxe dificuldades adicionais ao país afectado por uma crise económica profunda.

Jack Huang reconheceu os problemas, mas sublinhou que a administração tudo tem feito para apoiar os comerciantes, oferecendo inclusivamente um mês de renda gratuito.

No entanto, nem todos conseguem ultrapassar o mau momento económico. Há quem tenha rendas atrasadas, enquanto outros acabaram mesmo por encerrar as portas.

Mais de 40 lojistas pediram para sair, estimou Jack Huang.

Mas há também quem queira vir instalar-se na Cidade da China “porque tem um ambiente melhor”, tendo sido recebidos desde Abril mais de 30 pedidos para entrar, dos quais alguns já em fase de instalação.

O complexo comercial, que conta com mais de 300 lojas grossistas e retalhistas de diferentes áreas de negócio, do vestuário aos materiais de construção, além de habitação e um hotel, ocupa 350 mil metros quadrados, com uma área construída de 260 mil metros quadrados.