Biossegurança condiciona arranque do Girabola Zap 2020/2021

“Os jogos devem ser a porta fechada para não permitir a aglomeração e manter o distanciamento social”.

10 Ago 2020 / 13:44 H.

O Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão (GIrabola ZAP 2020/2021) pode iniciar na data prevista, 03 de Outubro de 2020, desde que estejam criadas todas as condições de biossegurança, defendem especialistas ouvidos, recentemente, pelo Jornal Vanguarda.

Ainda está por se definir a data do sorteio da principal competição desportiva no País, mas tudo indica que a dúvida poderá ser resolvida, A 14 de agosto de 2020, com a realização da assembleia geral da Federação Angolana de Futebol (FAF), como informou Paulo Tomás, comentarista desportivo em declarações ao Vanguarda. O arranque do Girabola ZAP 2020/2021 está envolto de um braço de ferro entre as direcções dos clubes, relativamente à organização do torneio visto que há intenção de se criar a liga de futebol.

Assim, as equipas condicionaram a participação do sorteio, caso seja ratificado, em assembleia, a autorização dos representantes da comissão instaladoras da futura liga. Apesar da prevalência da pandemia, Paulo Tomás defende o início da prova na data prevista porque não se pode fugir aos casos. Para o antigo futebolista do Nacional de Benguela, Atlético Sport Aviação (ASA) e da Selecção Nacional de Futebol de Honra, Palancas Negras, a COVID-19 não termina tão cedo. “Não adianta arranjar subterfúgios, temos de cumprir as medidas de biossegurança.

Temos de voltar aos treinos, mas cumprindo toda as medidas de precaução”. Independentemente da “ansiedade” pelo retorno do Girabola, Paulo Tomás está consciente das dificuldades dos clubes, pois acredita que nem todos terão condições, inclusive de biossegurança. Daí que aconselha a FAF a apoiar as equipas com menos recursos porque serão necessários dois testes semanais. Desidério Carvalho, especialista em saúde pública, também defende o reinício do Girabola, mas desde que sejam criadas todas as condições de biossegurança, principalmente nos balneários, por se tratar de atletas de alta competição.

“Os jogos devem ser a porta fechada para não permitir a aglomeração e manter o distanciamento social”, disse o médico, alegando que todos os futebolistas terão de ser submetidos a testes rápidos a cada 72 duas horas. Na opinião do médico, ouvido pelo Vanguarda, a FAF deve se inspirar nos procedimentos da UEFA, sobretudo na Liga Italiana. “A realização dos testes deve ser assegurados pelos próprios clubes com o apoio dos patrocinadores”. Para o interlocutor, é um desafio interessante por ser inevitável o contacto físico nos desportos colectivos e não uso de máscaras, pelo facto de ser um desporto de alta competição.