UNITA quer renegociação da dívida e contesta minimização dos problemas sociais

O presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, defende uma auditoria e eventual renegociação à dívida angolana e acusa o Presidente angolano de desvalorizar as causas sociais e económicas subjacentes à criminalidade no país

Angola /
02 Dez 2019 / 10:55 H.

O líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) considera que as consequências da dívida na limitação das capacidades de realização e diversificação da economia angolana e no consome de despesa publica tornam “incontornável” uma auditoria.

“Verificando-se que [a dívida] não é real, oferece oportunidades de ser renegociada” e iria dar indicadores muito objectivos sobre o peso da divida externa e interna.

“A divida interna ia ser seguramente muito menor e traria condições de renegociação e a divida externa a mesma coisa. Isto permitir retirar ao governo angolano um peso extraordinário e potenciar a sua capacidade de investir” advogou o dirigente do “Galo Negro”, principal partido da oposição angolana, acusando o executivo liderado por João Lourenço de “não ter coragem” nem vontade política para avançar com este tipo de acções de transparência por ter consciência das suas responsabilidades.

O presidente da UNITA salientou que o partido pediu uma comissão parlamentar de inquérito a partir da altura em que o peso da dívida no Orçamento Geral do Estado se aproximou de 50% da despesa, sem que existam garantias de que os valores são verdadeiros verdadeiro.