UNITA preocupada com “atentados” ao Estado de Direito Democrático

A UNITA, maior partido na oposição manifestou, ontem, em conferência de imprensa, preocupação face ao que chamou de “recrudescimento dos mesmos atentados à Paz e ao Estado de Direito Democrático” no País.

25 Mar 2021 / 12:06 H.

“Hoje, infelizmente, caracterizada pelo recrudescimento dos mesmos atentados à Paz e ao Estado de Direito Democrático, o que constitui um assinalável recuo na construção de uma pátria unida e para todos”, diz o Secretariado Executivo do Comité Permanente da UNITA.

O partido do “galo negro” justifica que hoje, trinta anos depois dos Acordos de Bicesse, “os angolanos constatam que o Partido Estado continua a manifestar a mesma natureza divisionista, antipatriótica, corporativa, corrupta e corruptora”.

Em pleno ano pré-eleitoral, diz a UNITA, os órgãos de comunicação social do Estado, pagos com os dinheiros de todos, foram instruídos e elegeram o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior como o alvo a abater.

“Para o efeito usam “bocas de aluguer”, financiadas com dinheiros públicos com os quais ousam comprar a falsificação de provas, num claro expediente fraudulento e criminoso para sustentar as suas infames e miseráveis acusações”, acusou o partido dos “maninhos”.

Durante a conferência de imprensa, o Secretariado Executivo do Comité Permanente daquele partido, considerou de inverdades, tratamento aleivoso e devassa pública da vida privada do líder da UNITA, ao mesmo tempo que se lhe nega o contraditório, em clara violação à Lei.

“Atacar o Presidente da UNITA é o mesmo que atacar a UNITA”, alerta aquele órgão partidário.

A UNITA considera que o país constrói-se com tolerância, não com “revanchismos” e “incriminações gratuitas”. Constrói-se com inclusão, não com exclusão.

O país constrói-se com grandeza moral, elevação e sabedoria ancestral, pensando nas próximas gerações, e não nas próximas eleições”.