UNITA apresenta militante baleado pela polícia e reforça insinuações de intolerância

Um militante da UNITA está com graves ferimentos no Hospital Geral de Benguela após ter sido atingido por disparos de um agente da Polícia Nacional de Angola, há uma semana, num tumulto que o partido líder da oposição associa à intolerância política no país.

Angola /
08 Jan 2020 / 12:57 H.

A vítima, um dos vários militantes que se encontravam reunidos numa aldeia da comuna da Ebanga, município da Ganda, a mais de 250 quilómetros da cidade de Benguela, estaria a ser seguida pela Polícia devido a suposta prática de crimes.

Ao exigir provas do presumível crime, Xavier Belchimor, membro do executivo provincial do ‘’galo negro’’, presente na aldeia de Sacacumbi na altura dos confrontos com mais de 10 agentes, fala em invenções para tramar um mobilizador que incomoda as autoridades locais.

‘’Foram polícias a entrar na aldeia e a ‘vomitarem’ balas mortíferas contra os cidadãos. Já há coisa de dois/três meses, esses militantes quase entravam a punhos com o administrador, que deitou abaixo um comité nosso’’, conta Belchimor.

O secretário da UNITA no município da Ganda, Marcos Capanda, reafirma a tese de perseguição e explica que Eduardo da Cruz, 46 anos de idade, está em dificuldades.

‘’Deve haver já planos elaborados porque a polícia não perguntou, disse que veio para destruir. O estado de saúde é grave, levou duas balas nos membros inferiores’’, diz Capanda.

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