Unesco defende protecção de sítios históricos após reunião com Irão

Embaixador do Irão junto à Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Ahmad Jalali, encontrou-se com directora-geral da agência, Audrey Azoulay, para discutir tensão no Oriente Médio e a protecção da cultura.

Angola /
07 Jan 2020 / 13:55 H.

A escalada da tensão no Oriente Médio e a importância da preservação de sítios históricos e culturais foram tema de um encontro do embaixador do Irão com a directora-geral da Unesco, informou, hoje, a agência oficial de notícias das Nações Unidas

A agência da ONU especializada em Educação, Ciência e Cultura, com sede em Paris, recebeu a visita do representante iraniano junto à Unesco, Ahmad Jalali, nesta segunda feira.

Paz e diálogo

A directora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, destacou a universalidade de patrimónios culturais e naturais como vectores para a paz e o diálogo entre os povos, de acordo com a ONU News..

A reunião ocorreu dias após uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre 52 alvos do Irão que poderiam ser alvejados em caso de retaliação à morte do líder militar máximo do país, Qasem Soleimani.

O general iraniano foi morto num ataque americano ao aeroporto de Bagdad, na semana passada.

A directora-geral da Unesco relembrou a Convenção para Protecção de Propriedade Cultural em Caso de Conflito Armado, que data de 1972.

Convenção

Audrey Azoulay citou a Convenção para Protecção do Património Mundial, Cultural e Natural. Com base nos dois documentos, ressaltou que os mesmos foram ratificados pelos Estados Unidos e pelo Irão.

A Convenção, de 1972, estipula entre outros pontos que cada Estado “responsabiliza-se por não tomar medidas deliberadas que possam danificar directamente ou indirectamente a herança natural e cultural (...) situada em territórios que são parte da Convenção.

A chefe da Unesco também mencionou os termos da Resolução do Conselho de Segurança 2347, adoptada por unanimidade, e que condena actos de destruição de patrimónios culturais.

Para Audrey Azoulay, segundo a ONU News, os patrimónios culturais e naturais são vectores para paz e diálogo entre os povos. E a comunidade internacional tem o dever de protegê-los e preservá-los para as futuras gerações.