Um cargo, três concorrentes à liderança de um “bloco” firme

Perfilam-se os candidatos para a liderança do partido Bloco Democrático. Luís do Nascimento, Filomeno Vieira Lopes e Américo de Jesus Valentim Vaz disputam o lugar do actual presidente, Justino Pinto de Andrade

Luanda /
04 Mai 2021 / 16:38 H.

As candidaturas à presidência do Bloco Democrático (BD), cuja IV Convenção decorre de 28, 29 e 30 de Maio, têm animado, ultimamente a vida interna desta formação política, com digressões no interior do País em busca do voto dos militantes.

O BD que integra a coligação eleitoral CASA - CE, marcara para 22 e 23 de Abril a realização da VI Convenção cujo mote é eleger o novo corpo directivo.

O conclave, de acordo com a coordenação da VI Convenção, visa discutir vários assuntos, mormente o programa do partido e a revisão dos estatutos e o programa eleitoral.

Justino Pinto de Andrade, o actual presidente concorre para o cargo de vice-presidente com João Alfredo Baruba (secretário-geral cessante), enquanto Adão Ramos e Muata Sebastião disputam o cargo de secretário-geral.

A campanha eleitoral iniciada a 27 do corrente, para eleição do novo corpo directivo do BD decorre até ao dia 24 de Maio.

Estratégia dos candidatos

Luís do Nascimento, um dos candidatos ao cadeirão máximo do BD, sem entrar em detalhes sobre as linhas de força da sua campanha eleitoral, reservou para a próxima semana a apresentação pública desta. “A nossa campanha vai apresentar a próxima semana a nossa estratégia”, começou por dizer.

Por sua vez, o candidato Américo de Jesus Valentim Vaz está determinado em tornar o Bloco Democrático na terceira maior força política do País, caso seja eleito presidente.

A CASA-CE é actualmente a terceira força política do País.

Da referida organização política, durante a IV Convenção Ordinária aprazada para os dias 28, 29 e 30 de Maio.

Américo Vaz, que já apresentou o seu manifesto eleitoral, ressaltou que uma das formas de tornar o BD na terceira maior força política é a aposta nas mulheres, que representam 52% da população de acordo com último Censo de 2014, bem como na juventude.

No seu manifesto eleitoral, o político caso vença o conclave, deverá alterar a composição organizacional do partido, quer a nível de direcção, quer a nível de base, reservando 50% de quota para as mulheres e 30% para a juventude.

Duas razões à mesa

Américo Vaz apontou duas razões que o levaram a candidatar-se: respeito aos apelos de uma parte considerável dos militantes e o seu objectivo em tornar o Bloco Democrático numa força maior do que é hoje. “Iremos alargar a massa militante para não ficarmos muito no espaço urbano. Connosco, o partido terá de se constituir numa terceira força”, diz numa alusão de que a UNITA está a lutar sozinha contra o MPLA.

Um Abel “fora bloco”

Entretanto, aventou-se, recentemente, a hipótese do político Abel Chivukuvuku vir a ser o cabeça de lista do Bloco Democrático nas eleições gerais de 2022, devendo ser-lhe dado um estatuto compatível até que se realize a Convenção com carácter electivo.

Cogitou-se que, o coordenador do projecto político PRA-JA Servir Angola e os seus correligionários iriam aderir ao BD em Junho do ano em curso, altura em que se realizaria a sua IV Convenção, encontro agendado para os dias 28, 29 e 30 de Maio de 2021.

Enquanto isso, os líderes da UNITA, Adalberto Costa Júnior, do Bloco Democrático (BD), Justino Pinto de Andrade, e o coordenador do PRA-JA - Servir Angola, Abel Chivukuvuku, anunciaram, recentemente, a criação de uma “frente patriótica para alternância do poder” nas eleições gerais de 2022.