Secretário-geral da OEACP destaca importância da Cimeira de Luanda

Georges Chikoti frisou que o evento pode vir “dar o devido apoio aos países, na sua relação com parceiros internacionais, na angariação de fundos, na formulação das suas opiniões, relativamente aos desafios de desenvolvimento que os países enfrentam, desde a criação da Organização”.

Luanda /
25 Nov 2022 / 10:12 H.

O secretário-geral da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico (OEACP), Georges Chikoti, disse que a próxima Cimeira, em Luanda, representa, para Angola, uma oportunidade para mostrar a sua capacidade de liderança, no âmbito das organizações internacionais.

Em entrevista à ANGOP, Georges Chikoti destacou, também, o facto de o evento puder vir “dar o devido apoio aos países, na sua relação com parceiros internacionais, na angariação de fundos, na formulação das suas opiniões, relativamente aos desafios de desenvolvimento que os países enfrentam, desde a criação da Organização”.

Devo dizer que felicitamos os esforços que Angola tem feito, porque todos eles se enquadram no desafio para que venhamos a organizar uma grande Cimeira, com resultados positivos, numa altura em que a OEACP se transformou numa organização internacional, que luta pelo interesse dos 79 países”, sublinhou.

O secretário-geral da OEACP destacou, também, o acordo que o grupo acabou de negociar com a União Europeia (UE), do qual resultou o compromisso daquela entidade, no sentido de disponibilizar, para os próximos 10 anos, 500 milhões de euros, para o Pacífico, 800 milhões, para o Caribe, e 29,1 biliões, para o continente africano.

“Pode não ser estrondoso, mas é algo importante para os nossos países. É uma ajuda importante de que os nossos países irão beneficiar”, destacou.

Georges Chikoti referiu-se, ainda, ao facto de a nova parceria entre a União Europeia (UE) e a OEACP continuar com algumas zonas cinzentas, sobretudo nos capítulos da luta contra o terrorismo e a lavagem de dinheiro, o que, segundo disse, tem afectado, negativamente, alguns dos membros da Organização.

Na verdade, as listas que são estabelecidas pelos nossos parceiros muitas vezes são discriminatórias, sem fazerem provas de que um determinado país faz lavagem de dinheiro ou está vinculado ao financiamento do terrorismo”, disse.

Segundo ele, “muitos dos países que constam daquela lista são aqueles que nada têm a ver com essas práticas”.

No seu entendimento, um dos caminhos a seguir para que se clarifiquem essas zonas cinzentas é o de se fazer com que haja uma “verdadeira e profunda” discussão entre os parceiros, para que cesse essa discriminação e alguns países da OEACP sejam colocados nessas listas.