Reformas económicas salvam Angola do precipício

O líder do partido no poder exorta os ‘camaradas’ para a mudança de mentalidade, comportamento e atitude a fim de que os projectos traçados se concretizem.

Luanda /
02 Dez 2019 / 10:57 H.

As reformas económicas em curso no País pecam por estarem a acontecer apenas agora, disse o Presidente da República, João Lourenço, na condição de líder do MPLA, no discurso de abertura da II Sessão Ordinária do Comité Central, realizada hoje em Luanda.

João Lourenço também passou a mensagem de que a economia angolana estaria mais sólida e sustentável, se as reformas económicas tivessem sido aplicadas antes. Reconheceu ser um processo moroso, exige rigor e perseverança, mas é o caminho certo e incontornável a seguir.

Aproveitou a ocasião para informar que as reformas nada têm a ver com o FMI, mas “são uma consequência da apreciação errada, falsa, ilusória e enganadora de que o País gozava de uma saúde económica robusta que a prevalecer, caso protelássemos por mais tempo, levar-nos-ia inevitavelmente para o precipício”.

O líder do partido no poder exorta os ‘camaradas’ para a mudança de mentalidade, comportamento e atitude a fim de que os projectos traçados se concretizem. Assim, aconselha os militantes e dirigentes do MPLA a serem os primeiros a acreditar no sucesso das reformas económicas em curso.

João Lourenço garantiu que o Executivo passará a estar mais próximo do empresariado, como forma de incentivar o sector privado. Prometeu dialogar mais e visitar os empreendimentos privados que estejam alinhados com os propósitos do PRODESI.

O foco do presidente do MPLA e Chefe do Executivo é de procurar tirar o País da situação de endividamento, “só possível com a diversificação da economia, através do fomento do investimento privado e no desenvolvimento dos diferentes sectores da economia”.

A insegurança pública em Luanda também a mereceu a apreciação de João Lourenço, negando estar associada à situação económica e social que o País atravessa.

“Preocupa-me saber que algumas vozes ligam estes crimes à deterioração das condições sociais, ao desemprego”, disse JLo, afirmando “com esta forma simplista de abordagem estaremos a justificar, senão mesmo legitimar o recurso à violência por parte de quem atravessa, por vezes temporariamente, momentos difíceis na vida, o que acontece em todas as sociedades”.

O presidente do MPLA, discursando para os membros do Comité Central, reconheceu que o País está expectante quanto à possibilidade de realização das eleições autárquicas em 2020, tendo alertado que a efectivação da mesma está condicionada à aprovação do pacote legislativo autárquico pela Assembleia que já recebeu parte.