Províncias do Sul e Leste vão beneficiar de 42 milhões USD

A disponibilização do financiamento frisou, deve-se ao trabalho desenvolvido pelo Governo angolano no combate às más práticas a nível da produção de carbono.

Angola /
30 Nov 2022 / 16:55 H.

As províncias do Sul e Leste de Angola vão beneficiar um total de 42 milhões UDS do Fundo Verde do Clima, para iniciativas com vista a melhores práticas na gestão de queimadas, anunciou, terça-feira(29), em Luanda, a representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Gherda Barreto Cajina.

Em declarações à imprensa, após uma audiência que lhe foi concedida pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, Gherda Barreto Cajina disse que os 42 milhões de dólares vão ser canalizados para Angola, com a assistência técnica da FAO.

Gherda Cajina esclareceu também que o valor vai servir para ajudar a implementar, no seio das populações, práticas ecológicas na gestão tradicional de queimadas.

A disponibilização do financiamento, frisou, deve-se ao trabalho desenvolvido pelo Governo angolano no combate às más práticas a nível da produção de carbono.

Cajina disse ter sido informada, pela Vice-Presidente da República, de outra iniciativa, denominada "Crescimento Azul”, com o qual Angola vai aceder aos Fundos de Finanças Azul. Com estes fundos, o país pretende trabalhar de forma conjunta com os outros países de África na resiliência climática a nível das populações mais vulneráveis.

Com a eleição de uma Vice-Presidente em Angola, a representante da FAO em Angola considera ser oportuno o país liderar iniciativas de resiliência climática a nível do continente, unindo vozes para um financiamento mais solidário e uma gestão global sobre às alterações climáticas.

Gherda Canjina referiu que, enquanto o Chefe de Estado, João Lourenço, tem estado preocupado com as questões de segurança e paz em África, a Vice-Presidente da República está a tomar boa nota e iniciativas nas questões do ambiente e de resiliência climática.

A representante da FAO disse também ter abordado com Esperança da Costa a participação activa de Angola na COP-27, principalmente na necessidade do reforço de uma voz mais forte do continente apelando a um acordo climático mais justo.