Presidente diz que vandalismo foi “acto de terror” para tornar o País ingovernável

Vandalismo ocorreu durante a paralisação dos taxistas.

Luanda /
12 Jan 2022 / 16:11 H.

O Presidente, João Lourenço, considerou esta quarta-feira que o vandalismo registado na segunda-feira, 10, em Luanda, durante a paralisação dos taxistas, foi um “acto de terror” que visava tornar o País ingovernável e “subverter o poder democraticamente instituído”.

“O que aconteceu na segunda-feira foi um verdadeiro acto de terror, cujas impressões digitais deixadas na senda do crime são bem visíveis e facilmente reconhecíveis e apontam para a materialização de um macabro plano de ingovernabilidade, através do fomento da vandalização de bens públicos e privados, incitação à desobediência e à rebelião, na tentativa da subversão do poder democraticamente instituído”, acusou João Lourenço, que falava hoje na abertura da 12ª reunião do Conselho de Ministros.

Segundo João Lourenço, que elogiou a “contenção” da Polícia Nacional “naquele fatídico dia”, bem como o comportamento “patriota, tolerante e responsável” das entidades directamente lesadas, o País foi alvo de “um acto de rebelião que alterou a ordem pública, vandalizou bens públicos e privados e pôs em risco a segurança e a vida de pacatos cidadãos”, incluindo profissionais de saúde e da comunicação social.

O primeiro dia de uma paralisação de taxistas em Luanda ficou marcado, na segunda-feira, por distúrbios e actos de vandalismo entre os quais a destruição de um autocarro do ministério da Saúde e de um edifício do MPLA (partido no poder), incendiados por populares, segundo a polícia, que deteve 29 pessoas na sequência dos desacatos.