Presidente da República pode decretar Estado de Emergência

A medida, como anunciou João Lourenço, vai depender do cumprimento das orientações baixadas pelas autoridades sanitárias, no âmbito do combate ao novo coronavírus, diagnosticado pela primeira vez numa cidade da China.

Luanda /
21 Abr 2021 / 09:32 H.

Angola poderá voltar ao Estado de Emergência se a população insistir em desrespeitar as medidas adoptadas para a prevenção e combate ao novo coronavírus (SARS-CoV-2), advertiu o Presidente da República, João Gonçalves Lourenço, na mensagem à Nação em homenagem ao Dia da Juventude Angolana, celebrada a 14 de Abril.

“Mas todo o esforço do Executivo e sacrifício da população, ao longo de mais de um ano, pode ter sido em vão, levando-nos de novo ao confinamento e ao Estado de Emergência se deixarmos de usar a máscara, de higienizar as mãos e de cumprir o distanciamento recomendado”, disse o Titular do Poder Executivo.

O Presidente da República ressaltou o comprometimento dos jovens no combate à pandemia do SARSCoV-2 quando disse que “nesta luta contra a COVID-19, como em outros grandes desafios que a Nação enfrentou e venceu, contamos também com o sentido patriótico do jovem angolano”.

João Lourenço reconheceu que o comprometimento dos jovens na luta contra a pandemia, que iniciou na cidade de Wuhan, China, poderá contribuir expressivamente para a redução da probabilidade de alastramento da contaminação pelo novo coronavírus.

Desta forma, o Chefe de Estado desencoraja a tentação das festas, praias e outras actividades temporariamente desaconselhadas para que “possamos preservar as nossas vidas e a do próximo por muitos anos”.

Também alerta para o facto de Angola ser parte da luta que todo o planeta leva a cabo contra a pandemia do novo coronavírus, na obrigação de se ir até ao fim, sem baixar a guarda antes da vitória que parece estar próxima.

João Lourenço exorta os jovens angolanos a assumir um comportamento particularmente contra a COVID-19.

“O grande desafio de hoje é o combate contra o novo coronavírus que se expandiu à escala planetária e ganhou a dimensão de pandemia”, disse o Presidente da República, forçando os argumentos acima aludidos.

Angola, disse o Chefe de Estado, fez um esforço considerável no asseguramento dos meios de biossegurança, na capacitação do pessoal médico e paramédico, além de importantes investimentos em infra-estruturas hospitalares com o crescimento do número de leitos e de unidades de tratamento intensivo (UTI).

O novo investimento do Executivo está a ser feito na aquisição de vacinas para imunizar grande parte da população adulta, principalmente os de grupos de risco.

PR no Congo Brazzaville

No âmbito das relações com os Estados limítrofes, o Presidente da República, João Lourenço, assiste a cerimónia de investidura do homólogo do Congo Brazzaville, Denis Sassou Nguesso, reeleito Chefe de Estado nas eleições de 21 de Março último, informou o secretário para Comunicação Institucional e Imprensa do Presidente da República, Luís Fernando.

Acompanhou o estadista angolano, o ministro das Relações Exteriores, António Téte, e alguns membros do seu gabinete. João Lourenço regressa a Angola ainda hoje.

Denis Sassou Nguesso foi eleito com 88,57 por cento dos votos, para um novo mandato de cinco anos, derrotando seis opositores, encabeçados pelo principal rival, Guy-Brice Parfait Kolélas, que morreu dias antes das eleições, vítima de COVID-19.