Mirex continua com reformas órgãos centrais e externos

O processo de reformas dos órgãos centrais e externos do Ministério das Relações Exteriores e a continuidade do programa de redimensionamento das missões diplomáticas e postos consulares de Angola, para se criar um novo paradigma de gestão dos recursos humanos, patrimoniais e financeiros, estão no topo da agenda para este ano, segundo o ministro das Relações Exteriores, Téte António.

Lisboa /
11 Jan 2021 / 10:23 H.

Segundo Téte António, a diplomacia angolana continuará a dar primazia às questões económicas, com uma acção focada na captação do investimento privado estrangeiro.

O ministro assumiu a continuidade na relação de trabalho, com vista a dinamização do espaço regional comum de cooperação com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), a participação activa na UA, nas organizações sub-regionais, bem como a parceria com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Angola assume, em Julho deste ano, a presidência rotativa da CPLP, em substituição de Cabo Verde. A CPLP é uma organização formada por países de expressão portuguesa, cujo objectivo é o aprofundamento da amizade mútua e cooperação entre os seus membros. Fundada em 17 de Julho de 1996, em Lisboa, a CPLP é integrada por nove Estados, designadamente Angola, Brasil, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guine Equatorial, Timor Leste, Guiné Bissau e Portugal, país que acolhe a sede da organização.

O chefe da diplomacia garantiu, ainda, que o país vai manter a sua postura de parceiro estratégico internacional e promotor da paz, da estabilidade e do desenvolvimento harmonioso dos povos. Por este motivo, reafirmou que a diplomacia angolana continuará a contribuir para a resolução dos conflitos que ainda assolam as regiões Austral, Central e dos Grandes Lagos do continente africano, apontando como principais preocupações os focos de tensão na República Democrática do Congo, na República Centro Africana e em Moçambique.

Deixou o apelo aos actores desses países a encontrarem a melhor saída, pela via do diálogo, para garantir a paz e a estabilidade de todos. “Estamos igualmente preocupados com a onda de actos de terrorismo em alguns países africanos, como Mali, Tchad, Nigéria, Moçambique e Camarões, situação essa que em nada ajuda o processo de desenvolvimento dos nossos países e a criação de condições para o bem-estar das nossas populações”, sublinhou.