Forças africanas devem participar em missões de paz

“Precisamos de missões de imposição de paz e para isso temos a força G5-Sahel, que tem falta de recursos e problemas de organização relacionadas com o frágil mandato”

08 Fev 2020 / 20:57 H.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, defende a necessidade de ter forças africanas em operações de contraterrorismo e pacificação com mandato do Conselho de Segurança daquela instituição.

António Guterres manifestou o desígnio em conferência de imprensa, realizada em Addis Abeba, Etiópia, onde vai participar da 33ª cimeira dos Chefes de Estados e de Governo da União Africana (UA), nos dias 9 e 10 de Fevereiro do corrente ano.

As declarações do secretário-geral da ONU levaram os jornalistas a questionar o insucesso da Missão Multidimensional Integrada para a Estabilização das Nações Unidas no Mali (MINUSMA), criada em 25 de Abril de 2013 com objectivo de estabilizar aquele país, após a rebelião dos tuaregues em 2012.

“A MINUSMA é uma operação de manutenção de paz cujo objetivo é manter a paz existente, mas estão a operar numa zona onde não há paz para manter. A manutenção de paz não é suficiente, precisamos de missões de imposição de paz e para isso temos a força G5-Sahel, que tem falta de recursos e problemas de organização relacionadas com o frágil mandato que receberam, bem como de financiamento apropriado e apoio da comunidade internacional”, disse.

Face ao exposto acima, o português à frente das Nações Unidas defende forças africanas mais robustas e no caso do Sahel “provavelmente precisaremos de uma maior coligação”.

António Guterres também defende a cooperação entre a União Africana e as Nações Unidas a fim de se conseguir criar condições para um diálogo entre os líbios.

“Estou extremamente optimista com a decisão de realização de um fórum de reconciliação em África, organizado pela União Africana e que as Nações Unidas estão prontas a apoiar”, disse.