CPLP pode vir a alargar-se a novos Estados

Armindo Brito Fernandes considerou como positiva a entrada de outros Estados como membros efectivos da organização, desde que cumpram os requisitos e obedeçam aos seus princípios.

Lisboa /
16 Fev 2020 / 13:44 H.

O novo director-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) considerou como positiva a entrada de outros Estados como membros efectivos da organização, desde que cumpram os requisitos e obedeçam aos seus princípios.

“Desde que cumpram os requisitos, desde que tenham o português como língua oficial, e que obedeçam aos princípios estabelecidos nos estatutos da CPLP não vejo por que razão outros Estados não poderão associar-se”, afirmou, em entrevista à Lusa, o diplomata são-tomense Armindo Brito Fernandes, que tomou posse esta semana.

O diplomata são-tomense já tinha defendido a ideia do alargamento da CPLP a países não-lusófonos poucos dias depois de ter sido escolhido para o cargo de director-geral. Agora, em entrevista à Lusa, esta semana, após a sua tomada de posse, assegurou que não está a pensar em nenhum Estado em concreto.

“Não estou a pensar em Estado nenhum, porque isso depende do interesse dos Estados. Os Estados que manifestarem esse interesse. (...) as instâncias próprias da CPLP saberão analisar este pedido e tomarão uma decisão relativamente à aceitação ou não da sua entrada como membro efectivo”, comentou.

“Para se ser Estado-membro da CPLP é preciso reunir os requisitos necessários para tal. Acredito que alguns dos países não estarão, nesta altura, a reunir esses requisitos, nomeadamente o de ter a língua portuguesa como língua oficial”, referiu.

Mas se outro país viesse a ser Estado-membro, isso “significaria que o português se tornaria língua oficial desse país, que há um engajamento [empenho] desse Estado relativamente aos princípios fundamentais da CPLP”, concluiu, o que considerou ser positivo.

Temas