O Futuro de África: Reflexões, Escolha e Mudança

28 Jul 2020 / 12:09 H.
Edgar Leandro

Depois de acompanhar atentamente e com grande regozijo os vários dias de negociações entre os chefes de Estado e de Governo da União Europeia, em Bruxelas, o Conselho Europeu terminou na última madrugada de terça-feira (21) e foi aprovado o fundo de 750 mil milhões de euros para responder ao impacto da pandemia da COVID-19, e para a retoma da economia comunitária pós-crise.

“Aprovado”, escreveu o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, numa publicação na rede social Twitter.

Foi uma reunião histórica, prevendo um orçamento para 2021-2027 de 1,074 biliões de euros e um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões, com pouco mais de metade em subvenções.

Este acordo europeu surge numa altura em que o mundo luta para continuar a conter a pandemia da COVID-19, para manter vivas as empresas, os postos de trabalho e os rendimentos das famílias. Este acordo vai proporcionar uma “vivacidade suplementar” à europa.

Bem, o mundo é um ringue muito competitivo - precisamos mudar todos os dias e fazer sentido a nossa filosofia de vida.

Para nos tornarmos um ser melhor, melhor profissional, melhor personagem, precisamos de amar a ciência - é por isso que sou amado, inspirado na filosofia, a estudar questões gerais e fundamentais sobre existência, conhecimento, valores, razão, mente e cultura. Tais questões são frequentemente colocadas como problemas a serem estudados ou resolvidos.

O papel dos líderes africanos deve ser movido pela inspiração e não pela manipulação, com o intuito de motivar as pessoas. Mostrar a elas que uma maneira simples pode inspirar uma acção, em vez de manipular como pessoas sem senso de acção. Como Barack Obama diz, somos a mudança que buscamos.

Em um contexto histórico, o pan-africanismo serviu como uma ideologia cultural e política para a solidariedade dos povos de ascendência africana. Pan-africanismo, surge a idéia de que os povos de ascendência africana têm interesses comuns e devem ser unificados.

Na sua manifestação política mais estreita, os pan-africanistas imaginam uma nação africana unificada onde todas as pessoas da diáspora africana possam viver. Eu acredito plenamente de que podemos fazer isso.

Eu sei, é um caminho difícil, mas nos levará a um lugar melhor. Sim, o nosso caminho é mais longo ainda, pois a dinâmica da vida tornou-se mais veloz. Se nos unirmos, com a mesma visão, com o sentimento de que as pessoas de ascendência africana têm muito em comum, um facto que merece atenção e até celebração, não tenho dúvidas de ver uma Angola diferente em harmonia com os demais 53 países que fazem parte do continente berço da humanidade.

Se queremos que a África lidere no século XXI, nada é mais importante do que obter agora a melhor educação possível.

O progresso de África pode ser visto nas instituições que nos unem hoje.

A África não precisa de homens fortes, precisa de instituições fortes. E uma dessas instituições pode ser a União Africana.

Podemos nos unir, com um compromisso compartilhado com a dignidade e o desenvolvimento humano. O progresso de África dependerá do crescimento económico - os líderes políticos devem buscar uma visão comum de uma África integrada, próspera e pacífica.

A maioria dos Chefes de Estado africanos tem mais de 60 anos de idade, e isso deixa para trás os jovens (que contribuem com 70% da população africana) nos processos cruciais de tomada de decisão.

Ninguém deve ser Chefe de Estado para a vida toda. Os líderes africanos devem estar ansiosos pela vida após a presidência. Cada país pode estar em melhor situação se tiver sangue novo e novas idéias.

A crise que estamos a atravessar tem atingido particularmente os sectores mais destacados da economia dos países africanos, o que tem significado um sacrifício muito particular para Angola, sendo aliás uma das regiões onde o desemprego tem subido de forma dramática.

Este Conselho Europeu dedicado ao plano de relançamento económico da Europa face à crise da COVID-19 é uma das cimeiras mais longas da história da UE, não tendo batido por pouco o recorde registado em Nice em 2000, que se prolongou por cinco dias e durou mais de 90 horas.

Precisamos de ter a cimeira da União Africana dedicada ao plano de relançamento económico de África, nem que dure 90 dias. Entre opinião, crónicas e ensaios esta é a minha visão!