Dívidas que mataram e deixaram moribundos

A vida real, não aquela dos discursos, mostra que 2019 foi um ano muito difícil para as empresas e consequentemente para as famílias. Muitos chefes de família perderam emprego e passaram a viver de doações. Vimos os níveis de precariedade da vida da população a aumentarem exponencialmente.

08 Jan 2020 / 12:23 H.
Quingila Hebo

Foi doloroso ver algumas pessoas que já tinham, com muito sacrifício, saído da classe baixa para a média ou da média para alta, a regredirem para a classe inferior. É lamentável saber que o Estado deve tanto às empresas e, consequentemente, as empresas aos seus colaboradores.

O Estado acumulou tantas dívidas que matou algumas empresas e outras encontram-se moribundas, a darem os últimos suspiros, aguardando, a qualquer momento, a declaração de falência. O resultado desta situação, como é óbvio, é o aumento da precariedade da vida da população. Porém, seria injusto afirmar categoricamente que tudo isso aconteceu simplesmente por causa das dívidas do Estado, mas contribuiu muito. Quero acreditar que o Estado é realmente uma pessoa de bem, pelo que também quero acreditar que este ano, 2020, o Estado vai dar o oxigénio necessário às empresas, pagando as dívidas.