Assim não chegamos lá!

21 Abr 2021 / 14:45 H.
Agostinho Rodrigues

As vezes não nos passa pela cabeça determinadas informações que nos chegam. Tal é a notícia das mil e trezentas toneladas de arroz, que desde a campanha agrícola 2016/2017 se encontravam a estragar, no município do Sanza Pombo, na província do Uíge, por uma avaria na máquina de descasque da empresa Gesterra, proprietária do referido produto.

A avaria tem a ver com a falta de assessórios no mercado interno ou a Gesterra não terá capacitado mão-de-obra local para manutenção regular do equipamento? Quer queiramos ou não o transporte do arroz para a província de Benguela para descasque, para posterior venda a população tem custos para o Estado, mormente o ministério da Agricultura e Pescas envolvido nesta operação.

Nesta perspectiva, face aos custos operacionais não só com a “exportação” para Benguela, mas sobretudo com o descasque o produto deverá encarecer até chegar ao consumidor. Uma situação que deveria ter sido acautelada localmente junto do ministério da Agricultura e Pescas que surge agora como bombeiro. Como é óbvio, a situação em causa desestimula a agricultura familiar do arroz, fundamentalmente, no Sanza Pombo, uma região com forte tradição nesta cultura. É assim que se vai potenciar a produção nacional?