11 Jul 2020 / 12:45 H.
Edgar Leandro

Na definição e estudo sobre os meios de comunicação, Tony Schwartz considera que ‘‘são uma porta para a mente, tanto quanto uma janela para o mundo”.

Na actual era da revolução electrónica, quando as redes sociais se tornaram o meio e o fim de toda a comunicação, os países democráticos perguntam-se se as redes sociais podem ser um indicador válido para prever o resultado de eleições.

Com o aumento da popularidade e o crescimento do uso das redes sociais, podemos concluir que têm um impacto positivo e significativo no resultado de quaisquer eleições que se realizem hoje.

As redes sociais são uma forma de media digital que disponibiliza um espaço para os profissionais de marketing político criarem um mercado político, onde candidatos, funcionários do governo e partidos políticos podem usar as redes sociais para influenciar a opinião pública na visão desejada.

Hoje, as redes sociais tornaram-se uma ferramenta muito poderosa para expressar opiniões, pontos de vista e ideias, e são influentes na criação de opiniões.

Um dos maiores poderes que existia antes do acesso popular às informações era o conhecimento dos factos por parte do homem público, razão pela qual, nos dias de hoje, os políticos na sua maioria, procuram destacar a sua formação cultural quando estão em campanha eleitoral, valorizando os seus conhecimentos.

É sabido, pois, que os meios de comunicação afectam profundamente o comportamento das sociedades, as estruturas políticas e o estado psicológico dos cidadãos, pois a alfabetização não é pré-requisito para assimilação de conhecimentos provenientes do mundo digital. Por consequência, todos hoje têm o direito de receber a informação e interpretá-la.

As redes sociais estão em toda a parte e em parte alguma: são como um espírito, algo incorpóreo que não ocupa espaço e que, ao mesmo tempo, ocupa todo o espaço.

Em campanhas eleitorais, as redes sociais são usadas para se alcançar um resultado directo. Alguns pesquisadores consideraram apenas os vencedores das eleições sem nenhuma outra consideração, enquanto outros consideraram o número de assentos no Parlamento e alguns outros pesquisadores consideraram a partilha real de votos.

Na comunicação através dos media electrónica, a recordação apreendida não é tão relevante quanto a recordação evocada. O eleitor tende a prestar mais atenção à propaganda sobre candidatos que já conhece, ou em quem já votou.

Os recursos às redes sociais desempenham um papel importante na conquista de ‘posições chaves’ nas eleições. O marketing político não ganha eleições; faz ganhar eleições. Entre opinião, crónicas e ensaios, esta é a minha visão!