Por uma cultura de segurança nacional comparticipada

Uma cultura de Segurança Nacional significa ter um conjunto de conhecimentos, valores e atitudes que visam diminuir os riscos e ameaças a segurança de um determinado território nacional.

Angola /
18 Abr 2022 / 09:20 H.
Tiago Armando

É função primária dos Estados garantir a segurança, defesa do seu território, indivíduos e sistemas (económicos, políticos e de valores). A segurança gera estabilidade, confiança e progresso social mas, só é possível com uma noção e programas que visam promover uma cultura de Segurança Nacional.

Uma cultura de Segurança Nacional significa ter um conjunto de conhecimentos, valores e atitudes que visam diminuir os riscos e ameaças a segurança de um determinado território nacional.

Num mundo cada vez mais globalizado onde as ameaças são multifacetadas e multidireccionadas não temos a certeza do que é e de ondem vem, a segurança não deve ser assunto exclusivo dos órgãos de defesa e segurança, ela deve ser um assunto de todos os cidadãos.

Uma cultura de Segurança Nacional comparticipada significa que deve haver um maior envolvimento e comprometimento dos cidadãos angolanos com a segurança do País. E para tal é fundamental que se desenvolvam mecanismos que elevem a consciência social da importância, papel dos órgãos de defesa e segurança e da comparticipação de todos na mitigação dos riscos e ameaças.

Portanto, desenvolver uma cultura de Segurança Nacional comparticipada passa pela:

· Produção e partilha de conhecimentos sobre segurança no nosso sistema educativo;

· Criação de mecanismos de partilha de informação entre as instituições públicas e privadas sobre riscos e ameaças;

· Apoio aos Centros de Estudos em matéria de Estratégia e Segurança Nacional;

· Desenvolver programas a nível dos órgãos de comunicação social de modos a destacar a importância da Segurança Nacional;

· Auxiliar as empresas públicas e privadas na gestão da informação, na mitigação das ameaças no ciberespaço e o perigo da desinformação.

· Realizar palestras em mercados e outros espaços públicos a fim de levar a informação ao cidadão comum sobre ameaças, riscos (tráfico de seres humanos, droga e de órgãos, contrabando de moedas, combustível, exploração ilegal de minérios, branqueamento de capitais, pirataria marítima, radicalização e terrorismo) e como afecta a segurança do indivíduo.

* Professor Assistente e Técnico administrativo na Academia Diplomatica Venâncio De Moura