Humanizar os serviços de saúde!

É um complexo essencialmente “hospital escola” com forte pendor tecnológico, sobretudo, equipamento modernizado. Neste quesito o País está a dar passos firmes, que certamente levarão ao ressurgimento, espero num futuro próximo, da indústria farmacêutica, de uma fábrica de medicamentos essenciais, depois da morte da Angomédica transformado em armazém de medicamentos.

Luanda /
30 Nov 2021 / 16:00 H.
Agostinho Rodrigues

O Presidente da República, João Lourenço (JLo) inaugurou hoje o agora Complexo Hospitalar de Doenças Cardiopulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, antigo Hospital Sanatório de Luanda.

Uma distinta infra-estrutura sanitária que vem agregar valor aos serviços de saúde, desde ao diagnóstico, tratar, reabilitar, para além de dar especial atenção à investigação científica e formação de quadros de nível superior. Ora, é um hospital que deixa de estar apenas vocacionado ao tratamento da Tuberculose e HIV.

É um complexo essencialmente “hospital escola” com forte pendor tecnológico, sobretudo, equipamento modernizado. Neste quesito o País está a dar passos firmes, que certamente levarão ao ressurgimento, espero num futuro próximo, da indústria farmacêutica, de uma fábrica de medicamentos essenciais, depois da morte da Angomédica transformado em armazém de medicamentos.

Mais do que o componente diagnóstico, tratamento, “hospital escola” e a investigação científica é preciso que se comece a humanizar os serviços de saúde, ou seja, tornar humano o trabalho do pessoal médico, dos técnicos de enfermagem, quiçá todos os serviços hospitalares.

Hoje, claramente, já não só basta ter imponentes infra-estruturas, tecnologia, mas, sobretudo, deve se tornar humano os serviços de saúde, definir mecanismo célere de atendimento do utente, bem como também implementar o serviço de inspecção e de monitoria permanente por videovigilância através de parceiros externos, um “auditor” externo, para acautelar desvios de medicamentos, seringas, gazes e outros materiais gastáveis. É chegada a hora de se pôr fim a desordem, a anarquia, sobretudo, a abandalha sobre aquilo é de todos, o que é do Estado.

Oh, isto é do Estado como sói dizer-se! Combater o espirito de deixa andar deve ser tarefa de todos.