E se a FNLA acolhesse Abel Chivukuvuku?

07 Set 2020 / 15:56 H.
Estevão Martins

As makas no histórico partido fundado por Holden Roberto, em 1954, sob a designação de União das Populações do Norte de Angola (UPA) parecem estar longe do fim, um assunto que se arraste há década, mesmo antes da morte do primeiro líder da FNLA ocorrida em 2007.


A formação política se encontra mergulhada numa profunda crise que ameaça a sobrevivência do próprio partido, que se mostra divido tal é uma manta de retalhos. Lucas Ngonda é acusado de violação sistemática dos estatutos do partido dos irmãos ao forçar a sua permanência no poder, sendo considerado, por isso, como um factor de instabilidade, depois da suspensão do secretário geral, Pedro Dala acusado de traição.


Diante dos factos, o partido dos irmão precisa de um verdadeiro líder, de alguém que pudesse unir e congregar numa única linha de pensamento os irmão desavindos. Alguém, ou seja, uma figura consensual capaz de devolver a mística daquele que já foi a terceira força política do País depois do MPLA e da UNITA.


E se a FNLA recebesse nas suas fileiras o político Abel Chivukuvuku para a dinamização do partido? Essa hipótese foi aventada na redacção, no calor do fecho da edição do jornal, afinal sonhar nunca foi proibido para ninguém, numa altura que Abel Chivukuvuku não atira a toalha ao tapete e insiste na legalização do seu projecto político - o PRA-JA Servir Angola, mediante a interposição de outro recurso extraordinário (mais um) ao Tribunal Constitucional (TC), no âmbito da lei do processo constitucional. Embora a esperança seja a última a morrer, verdade seja dita, a julgar pelos últimos desenvolvimentos da novela é pouco provável que o TC venha recuar da sua “inflexibilidade” em relação à legalização do PRA-JA Servir Angola.


Com o cerco a apertar-se cada vez mais para o político, a sugestão é que AC, pense naquilo que poderá ser o seu futuro político, tendo em vista as próximas eleições, quer gerais, quer autárquicas. E a FNLA não deixa de ser uma opção a ter em conta.

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