A minha principal prioridade é reforçar o comércio e o investimento

A minha principal prioridade é reforçar o comércio e o investimento dando continuidade às iniciativas existentes para tal objectivo.

Angola /
02 Dez 2019 / 21:37 H.
Nina Maria Fite

Após ter trabalhado em Angola há 10 anos, tenho o prazer de estar de volta como Embaixadora dos EUA. Muito mudou desde que vim para Angola pela primeira vez. O país estava a recuperar de uma guerra civil de 27 anos e começava a reconstruir as suas infraestruturas.

Desde então, a economia e a indústria petrolífera cresceram, novos edifícios e estradas foram construídos e o país desempenhou um papel de liderança importante na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Hoje em dia, Angola é um dos três parceiros estratégicos dos EUA na África Austral e este ano marca o 25º ano das relações diplomáticas entre os EUA e Angola.

Como Embaixadora dos EUA em Angola, a minha principal prioridade é reforçar o comércio e o investimento dando continuidade às iniciativas existentes para tal objectivo. Durante mais de uma década, os EUA têm contribuído activamente para o desenvolvimento dos pilares chave de uma economia Angolana próspera e sustentável, que irá criar oportunidades para todos os Angolanos.

Através da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional, o Governo Americano forneceu mais de USD 500 milhões em assistência técnica, formação e bens para melhorar os sistemas de saúde e serviços de saúde em Angola de modo a conseguir uma população mais saudável. E Angolanos mais saudáveis significam uma maior produtividade económica.

Na desminagem humanitária, os EUA gastaram USD 124 milhões nos últimos 20 anos para eliminar os campos de minas em Angola. O programa reduziu o tamanho do problema com as minas em Angola de cerca de 982 quilómetros quadrados em 2017 para 102 quilómetros quadrados hoje em dia. Agora, enquanto Angola procura diversificar a sua economia, mais terrenos estão disponíveis para o desenvolvimento agrícola.

Para além dos cultivos, estes espaços desminados são seguros para projectos de desenvolvimento comunitários para melhorar as perspectivas de educação e de saúde dos Angolanos. Nós, na Embaixada também temos estado comprometidos em ajudar a criar os futuros líderes de Angola através de programas de intercâmbio profissional e educativo patrocinados pelo governo dos EUA, como por exemplo, as Bolsas Fullbright, a Iniciativa de Líderes de Jovens Africanos (YALI) e o Programa de Liderança de Visitantes Internacionais (IVLP).

Cada programa é diferente, mas todos eles proporcionam aos Angolanos oportunidades de viajar para os Estados Unidos para desenvolvimento profissional e educativo; os alunos destes programas voltam a casa com aptidões mais analíticas e mais práticas para colmatar os problemas locais mais prementes do país. Para além do capital humano, sabemos que um sistema energético fiável e estável é crucial para dar força à economia Angolana.

Os EUA estão a trabalhar com o Governo de Angola para construir as suas infraestruturas energéticas através da Power Africa - um programa financiado pelo governo dos Estados Unidos criado para aumentar o acesso e a geração eléctrica em África utilizando o investimento privado e as reformas políticas e reguladores de apoio.

Todos estes programas apoiam, directamente, o capital humano, o desenvolvimento industrial e a diversificação da economia Angolana. Em conjunto, estas iniciativas irão criar melhores e mais robustas oportunidades de investimento e comércio para os nossos países. Claro que a cooperação com o sector privado é primordial para os nossos objectivos de um investimento e comércio bilateral maior.

A AmCham Angola desempenha um papel importante nesta relação e eu elogio a AmCham pelo lançamento deste primeiro Guia Económico de Angola da AmCham. Estou confiante de que juntamente com a AmCham Angola e o Governo de Angola, teremos sucesso na construção de uma relação de investimento e comércio com benefícios mútuos.

*Embaixadora dos EUA em Angola. Título adaptado pelo Vanguarda. Texto extraído do Angola is now – Guia de Investimento em Angola