Suíça vota a 17 de Maio proposta para pôr fim à livre circulação com UE

A Suíça vota a 17 de Maio sobre o fim do acordo com a União Europeia de livre circulação de pessoas, proposto pela direita populista, mas recusado pelo Governo e, segundo as sondagens, pela maioria dos eleitores.

Europa /
15 Jan 2020 / 16:01 H.

A Suíça rege-se por um sistema de democracia semi-direta que permite que iniciativas populares sejam submetidas a referendo e, se aprovadas, inscritas na Constituição.

A iniciativa em causa pede que a Suíça passe a “regular de forma autónoma a imigração de estrangeiros” o que, a ser aprovado, determina a revogação do acordo de livre circulação de pessoas entre a Suíça e a UE.

A Suíça tem múltiplos acordos bilaterais com a UE, mas mantém divergências claras em matéria de imigração desde 2014, quando os suíços votaram favoravelmente a introdução de quotas anuais de imigrantes.

Os termos dessa iniciativa foram atenuados na legislação aprovada no parlamento helvético, em 2016, que estabelece em vez das quotas uma preferência nacional na contratação de trabalhadores e formalidades adicionais para as empresas sediadas no país que queiram contratar trabalhadores de países da UE.

Dizer que o governo é contrário à iniciativa, argumentando que ela ameaça o emprego e que, devido a uma “cláusula de guilhotina”, a denúncia unilateral do acordo pode pôr em risco outros tratados concluídos com a UE, como Schengen e Dublin.

Uma sondagem ‘online’ da empresa Tamedia, divulgada a 05 de Janeiro, inquiriu 11.000 pessoas em todo o país e concluiu que 58% estão contra, 35% a favor e 7% não tem opinião formada sobre o assunto.