ONU elegem ontem cinco membros não-permanentes do Conselho de Segurança

Os países serão escolhidos por um corpo de 193 Estados membros que apresentarão nesta quarta-feira o seu voto secreto, numa eleição que foi adiada por causa da pandemia da COVID-19.

18 Jun 2020 / 09:29 H.

A Assembleia Geral das Nações Unidas vai escolher cinco dos 10 membros não-permanentes do Conselho de Segurança, bem como 18 membros do Conselho Económico e Social e o próximo presidente da Assembleia, que substituirá o nigeriano Tijjani Muhammad-Bande, num ambiente de críticas de inoperância

Num momento de turbulência, com acusações de imobilismo, ineficácia e incapacidade de resposta perante a crise sanitária global, as Nações Unidas renovam alguns dos seus órgãos perante a desconfiança de observadores e críticas de vários dos seus membros.

Representando quatro grupos geográficos, cinco novos membros não-permanentes entram para o Conselho de Segurança, para um mandato de dois anos, escolhidos por um corpo de 193 Estados membros que apresentarão hoje o seu voto secreto, numa eleição que foi adiada por causa da pandemia da COVID-19.

Os candidatos para cada grupo geográfico são: Índia, pelo grupo da Ásia Pacífico; Quénia e Djibuti, pelo grupo africano (onde apenas um pode ser escolhido); Canadá, Irlanda e Noruega, pelo grupo da Europa Ocidental e outros (onde apenas dois podem ser escolhidos); México, pelo grupo da América Latina e Caraíbas.

Estes países substituem a Bélgica, República Dominicana, África do Sul, Alemanha e Indonésia, passando a acompanhar o Níger, Tunísia, São Vicente e Granadinas, Vietname e Estónia.

Depois da retirada da candidatura do Afeganistão, a Índia fica com a sua vitória assegurada, sendo a única candidata do seu grupo geográfico, tal como acontece com o México, no grupo da América Latina.

Para o lugar de presidente da Assembleia Geral, que fica em aberto com a saída do nigeriano Tijjani Muhammad-Bande, a Turquia apresenta a candidatura de Volkan Bozkir, um diplomata de 70 anos e com uma carreira de 39 anos.

A Turquia apresentou o seu nome na esperança de uma aprovação inicial unânime, mas vários países pediram para que houvesse uma votação, que decorrerá também na quarta-feira.