ONU condena a mais recente onda de assassínios e exige justiça

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenou segunda-feira os assassínios nos últimos dias no estado nigeriano de Zamfara, onde homens armados não identificados mataram mais de 200 pessoas, e exigiu que seja feita justiça, noticiou a Angop.

11 Jan 2022 / 10:20 H.

"O secretário-geral insta as autoridades nigerianas a não pouparem esforços para levar à justiça os responsáveis ??por esses crimes hediondos", disse o porta-voz, Stéphane Dujarric, durante a conferência de imprensa diária.

A ONU também reiterou a sua solidariedade ao governo e ao povo nigeriano na sua luta "contra o terrorismo, o extremismo violento e o crime organizado".

Segundo várias fontes, grupos de homens armados entraram em várias cidades no estado de Zamfara, no noroeste da Nigéria, na semana passada, matando cerca de 200 pessoas e forçando mais de 10 mil a fugir.

O Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari condenou os assassínios "de pessoas inocentes" que descreveu como "um ato de desespero por parte dos assassinos, agora sob pressão implacável" das forças militares governamentais.

Num comunicado divulgado sábado à noite, Buhari reiterou que os criminosos podem ter a certeza que o governo "não vai suspender as operações militares".

Vários estados do centro e noroeste da Nigéria têm vindo a ser palco de contínuos ataques de bandos armados e de uma onda de sequestros em massa com o objectivo da obtenção de resgates lucrativos.

Esses ataques continuaram apesar das repetidas promessas do Presidente nigeriano de acabar com o problema e do envio de mais forças de segurança para as regiões afectadas.

Acresce à insegurança no noroeste da Nigéria a que é levada a cabo desde 2019 no nordeste pelo grupo 'jihadista' Boko Haram e o seu grupo dissidente, o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP, na sigla em inglês).

Os dois grupos extremistas assassinaram mais de 35 mil pessoas e causaram cerca de 2,7 milhões de deslocados internos, principalmente na Nigéria, mas também em países vizinhos como Camarões, Tchad e Níger.