Mali decreta três dias de luto nacional após morte de 130 pessoas por jihadistas

O massacre de Diallassagou, no Mali, está a gerar críticas das forças políticas contra a junta militar no poder. O ataque levado a cabo por jihadistas do grupo Katiba Macina, afiliado à Al Qaeda,fez cerca de 130 vítimas mortais.

Angola /
22 Jun 2022 / 12:59 H.

O Mali decretou três dias de luto em homenagem a mais de 130 vítimas mortais do ataque Diallassagou, no centro do país, junto à fronteira com o Burkina Faso, segundo a rfi.

Este é um balanço provisório após um grupo de jihadistas ter realizado vários ataques na região e causar a morte de mais de uma centena de homens, sequestrou mulheres bem como foram incendiadas casas em várias aldeias.

Perante esta violência, os partidos da oposição contestam o aumento das tensões e do número de ataques, pedem à junta militar que está no poder desde 2020 que pare com o triunfalismo efémero de dar a entender que o problema do terrorismo no país está resolvido e se trata apenas de ataques "desesperados", quando ataques desta dimensão se tornaram frequentes no país.

Apesar de não ter sido reivindicado, relatos de locais que sobreviveram a este ataque, indicam que terá sido o grupo Katiba Macina que levou a cabo o massacre.

Liderado pelo pregador islâmico Amadoune Kouffa, este grupo está ligado à Al Qaeda. No início do ano, foi feito um acordo entre as populações locais e este grupo para encontrar uma paz relativa, com os habitantes a prometerem não colaborar com autoridades, pagar uma dízima e obedecer a regras islâmicas como separação dos sexos e barba obrigatório para os homens.

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