Mali corta as relações com países da CEDEAO

As autoridades do Mali anunciaram, a retirada dos seus embaixadores nos países que integram a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e o encerramento das suas fronteiras com os vizinhos desta organização, em reacção ao reforço das sanções de que foi alvo, por parte dos líderes daquela organização, reunidos domingo em Accra.

11 Jan 2022 / 14:38 H.

"O Governo do Mali condena veementemente essas sanções ilegítimas e chama de volta os seus embaixadores nos países da CEDEAO,” refere um comunicado lido em rede nacional pelo porta-voz do Governo, o coronel Abdoulaye Maiga, citado pela France Press.

"O Governo lamenta que as organizações sub-regionais da África Ocidental estejam a ser manipuladas por potências extra-regionais com segundas intenções", acrescenta a nota. A junta militar também anunciou o encerramento das fronteiras terrestres e aéreas com os países da CEDEAO.

A CEDEAO e a União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) adoptaram domingo o reforço das sanções económicas e diplomáticas contra o Mali, para sancionar a intenção da junta de permanecer no poder por mais alguns anos.

A CEDEAO também decidiu cortar a ajuda financeira e congelar os activos do Mali no Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO). Os países membros da organização, decidiram também chamar os seus embaixadores no Mali, que sofreu dois golpes militares desde 2020 e está a braços com uma profunda crise de segurança.


Essas sanções, que entram em vigor imediatamente, serão gradualmente suspensas apenas quando as autoridades do Mali apresentarem um cronograma "aceitável" e um progresso satisfatório na sua implementação.