Itália abre fronteiras, mas exclui países que impõem restrições a italianos

Os passageiros serão testados à chegada e, se mostrarem resultados negativos para a infecção, ficarão em quarentena por sete dias. Se o teste der positivo, ou seja, se mostrarem que os viajantes estão infectados com COVID-19, a quarentena será de 14 dias.

Luanda /
01 Jun 2020 / 14:21 H.

A Itália, que vai abrir as suas fronteiras internacionais em 03 de junho, alertou hoje que vai mantê-las fechadas aos países que impõem restrições de entrada a cidadãos italianos, devido ao princípio da reciprocidade.

“Acreditamos no espírito europeu, mas estamos prontos para fechar as fronteiras àqueles que não nos respeitam”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luigi Di Maio.

“As negociações serão abertas em 3 de junho, porque lidar com um Estado estrangeiro enquanto ainda temos regras restritivas é complicado”, afirmou em entrevista, hoje publicada pelo jornal Corriere della Sera.

“Acreditamos na colaboração, mas também na reciprocidade. Será esse o espírito que levarei às minhas próximas viagens à Alemanha, Eslovénia e Grécia”, disse Di Maio.

O ministro lembrou que a Itália “se distinguiu pela transparência” em relação aos dados da pandemia da COVID-19 e que os atuais números “são muito reconfortantes”.

“Não queremos gerar polémica, mas se alguém planeia fechar-nos a porta, devido apenas aos seus próprios interesses, teremos de responder”, sublinhou.

Na sexta-feira passada, o Governo grego anunciou um primeiro grupo de 29 países cujos cidadãos poderão voar sem restrições para os aeroportos de Atenas e Salónica a partir de 15 de junho, entre os quais não se encontra a Itália nem Portugal.

Mais tarde foi esclarecido que, com base nas informações da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA), os cidadãos de áreas consideradas “de risco” podem visitar a Grécia, mas têm de ser submetidos a uma quarentena de sete ou 14 dias, dependendo se o teste der negativo ou positivo para a infecção do coronavírus.

Na Itália, as zonas que foram consideradas “de risco” são as regiões do norte da Emília-Romanha, Lombardia, Piemonte e Veneto.